Alguém já parou pra pensar na correria destes dias? Eu tenho ficado quase obcecada com essa questão, principalmente neste final de ano, quando parece que todos ficaram ainda mais enlouquecidos e atrasados para o que quer que seja.. Andando pelas ruas eu vejo elevadores e estacionamentos lotados, não há espaço para mais ninguém! As avenidas abarrotadas de carros são bons motivos para que fiquemos em casa sentados lendo bons livros.. não sei o que acontece nessa época do ano, mas é fato que as pessoas surtam. Em nome da solidariedade - natalina - o bom senso é esquecido e fulanos - conhecidos ou não - desrespeitam seu espaço - seja na calçada ou em casa - em nome do que pensam ser um bom motivo. Não existem limites para pisões nos pés, vagas roubadas, ultrapassagens proibidas, poluição visual e sonora! Uma loucura que faz as propagandas explodirem na sua cara, no seu telefone ou em sua caixa de email. De repente você se enxerga como anormal, afinal tudo o que quer é chegar em casa e ter um pouco de silêncio. O Silêncio que te conforta, consola, acalma. Com s maiúsculo mesmo... um Silêncio que restaura suas forças, sua sanidade, sua paz. PAZ. não gosto muito dos finais de ano, penso que as pessoas tornam-se ainda mais equivocadas e inconvenientes do que em outras épocas. Existe tanta disparidade, tanta injustiça.. Enxergamos pessoas se degladiando em lojas por uma peça "indispensável" e percebemos que a talzinha não passa de um "mega hiper super ultra saia jeans cortada a raio laser e lavada a 359° zaz traz" pela pechincha de "trocentos e setenta e oito mil dinheiros".. isso me deixa enjoada das pessoas. Elas são equivocadas, inconvenientes, injustas, barulhentas e um pouco polvos - com mil tentáculos pra te pegar, puxar, arrebatar.. Não quero essa correria de final de ano, não quero essa incongruência de pensamentos.. eu só quero um feliz e calmo Natal.. 2012.. vida toda.. pra mim e pro resto do mundo!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Dueto
Pela combinação perfeita que têm entre si, algumas coisas já são naturalmente pensadas em associação a seus pares: pipoca com guaraná, goiabada com queijo, Mônica com Cebolinha, mostarda com quetichup (vi escrito desse jeito uma vez e nunca mais me esqueci, achei lindo!), arroz com feijão, Romeu com Julieta, abacaxi com hortelã, Shrek com Fiona e por aí vai.. A idéia de hoje é falar sobre preguiça em dia de chuva, uma relação incontestável do ponto de vista humano! Atire a primeira pedra aquele/aquela que nunca deixou coisas por fazer num dia de chuva, apenas para ficar embolado em cima da cama, zapeando pelos canais de televisão ou boiando pela net (boiando sim, porque navegar exige esforço e num dia desses você não aceita NENHUM esforço!!)? Parece que nossos neurônios são guiados por energia solar e na ausência do astro rei, ficamos quase inertes dentro de casa. O maior esforço? Procurar - deitada - o controle remoto ou digitar no teclado que já se encontra em cima dos joelhos - afinal, como já disse, você está DEITADA - Assim o dia vai passando... Você tem pilhas de roupas para lavar, casa para arrumar, comida por fazer - ah, quem sabe comemos de novo alguma coisa congelada?? - enfim, um mundo de serviço caseiro te esperando, mas hoje é sábado, chove e sua cama te chama num som que se sobrepõe a todos os outros. Você só ouve as gotas de chuva batendo na janela e sua cama chamando, chamando, chamando.. Neste dueto chuva e cama você torce pro dia demorar a terminar, nem se lembrando de que na segunda-feira teus bichos-papões estarão prestes a te devorar, por tudo aquilo que não foi feito! Ah, delicioso é o esquecimento nos dias de chuva!!!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Pequeno Grande Príncipe
Difícil dormir sentindo falta de ti, meu pequenininho, tão grande ficaste no meu coração! Cada canto carregado de teus sons, risadas, brincadeiras.. Vazio lá fora, vazio aqui dentro. Teu chamado nem sempre atendido e agora gritando alto dentro de mim. Ternura em diálogos - infância tão amada! Docilidade em descobertas - Pequeno Príncipe! Uma roupinha no varal, uma bola esquecida, o silêncio incoerente com o barulhinho bom que sempre foi só teu.. Saudade.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Esperança: nome próprio
Ás vezes é difícil assumir uma postura mais otimista frente à vida: você acorda e o dia está nublado; você derruba a caixinha de leite no chão da cozinha, com direitos a "borrifadas" pros lados e isso inclui leite nas cadeiras, mesa e sobre o pão; seu carro está estragado - parece que sua garagem agora é a oficina do outro lado do estado; seu celular não tem crédito e você se sente totalmente ALONE pela cidade. Uma amiga promete te ligar no meio da tarde e você torce pra que ela não se esqueça. Seu pote de saladas ficou esquecido, na véspera, na geladeira do trabalho e você mais uma vez torce pra que ela ainda esteja "saudável" pra quando você chegar ou vai ter que se empanturrar de comida gorda. Tem dias que você se levanta da cama parecendo ter dado uma daquelas topadas com dedão na quina do sofá: aquilo vai doer o dia todo, você vai reclamar, xingar, estressar a todos com lamúrias e bla bla blas.. Importa, no íntimo, é ter a fé de que o dia vai clarear, a amiga vai ligar, a salada ainda vai estar boa, seu dedão não vai doer, o carro em breve vai estar arrumado, as pessoas vão te entender e plim.. de repente a vida é de novo linda, o final de semana chega, a chatice acaba e você é outra mulher: Esperança deve ser teu nome!sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Ms de minha vida
Indo para o trabalho hoje à tarde eu passei em frente a uma loja que levava o sobrenome - incomum - de uma garota com quem estudei no Ensino Médio. Ao ler aquele nome eu fui imediatamente transportada para o ano de 1998, quando nós estávamos concluindo o curso; tínhamos 17 ou 18 anos e nesta idade a vida ainda não tinha se mostrado carregada de tensões. Nossos problemas mais sérios eram as provas, inscrições para o vestibular, despedidas de colegas de turma, no máximo um namoro terminado ou a separação de alguns pais... era o tempo das calças saint-tropez coloridas em tons de néon (já falei disso aqui), tempos de Skank, tempos de descobertas.. amizades que se proclamavam eternas, mas que não venceram sequer o ano seguinte, cada um tão ocupado em se fazer gente grande..
A menina de que me lembrei chamou a atenção de todos nós, na escola, porque aos dezessete anos havia começado a namorar um homem de 33 anos e logo ficou grávida.. casaram-se e ela perdeu o bebê por volta dos 7 meses de gestação. O casamento terminou, ela não concluiu os seus estudos e em breve ninguém mais se lembrava dela. Nem mesmo eu.. fui despertada para sua lembrança por causa de uma placa comercial que levava seu sobrenome.. quase 14 anos depois essa história volta à minha mente e me faz pensar no que lhe aconteceu depois de tanto tempo. As marcas que o passado lhe deixou teriam sido profundas demais? Que rumo deu a sua vida, depois do sofrimento a que foi precocemente submetida?
Enquanto nos preocupávamos com shows, namoros, exames admissionais em faculdades ela teve que lidar com um relacionamento verdadeiramente conturbado (não era nada daquele nosso sofrimento platônico por alguém ou mesmo a montanha-russa de nossos namoros adolescentes), a possibilidade de ter um filho, esperá-lo por vários meses e ainda assim não ter tido a chance de vê-lo em seus braços.. a história de M revirada assim na minha cabeça, por causa de uma simples placa, fez com que eu me sentisse um tanto mal por nunca mais tê-la visto, sequer ter me dignado a procurá-la, saber de suas histórias, ajudá-la de alguma maneira.. Algumas pessoas ficam pelo caminho, nos perdemos.. Por vezes podemos julgar que tenham sido sem importância, mas lembrar delas tanto tempo depois não significa algo? Tive muitas e muitos Ms em minha vida! Lembranças que do nada são avivadas me confundem um pouco. Por onde andarão?
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
As andarilhagens faladas dos outros
Outro dia eu estava dirigindo e vi um casal sentado na beira da estrada. Eles tinham várias bolsas, sacolas, caixas, panos de todas as cores estendidos pelo chão. Era a típica cena do casal de andarilhos, que sem ter onde morar vai ficando onde dá, caminhando ao sabor do vento, sem raízes. Donos apenas de seus trecos e de suas escolhas vão parando quando querem, caminhando da mesma forma. Naquela hora, mil e uma questões passaram pela minha cabeça, todas elas carregadas de minha racionalidade de pequena burguesa, mas falou mais alto em minha mente uma voz que gritava aplaudindo o que de mais lindo eles faziam: CONVERSAVAM. Uma daquelas conversas que se tem estirado, com a cabeça pendendo numa preguiça anunciada, sem pressa de dizer as palavras. Em seguida observei a segunda coisa mais linda que faziam: SE TOCAVAM, numa cumplicidade deliciosa! Percebi o carinho nas leves cutucadas que ela lhe dava enquanto falava e ele, ah, ele SORRIA de volta pra ela.. ali na beira da estrada, meio embrulhados em seus trapos, não havia nada que tirasse a beleza daquele casal entregue um ao outro. Fiquei pensando no quanto complicamos nossas histórias.. às vezes são pequenos detalhes que nos contrariam, tiram a graça que antes enxergávamos na companhia do outro. Perdemos tempo demais silenciando, quando a vida deveria ser repleta de palavras, gestos, aproximações. Por vezes bastaria sentarmos no chão ao lado do outro, deixando a cabeça pender, as reservas caírem, a vergonha esmorecer, pra conversarmos de verdade sobre tudo aquilo que é nosso, que nos faz, que nos amedronta. Olhando aqueles dois eu pude perceber que vale mais não ter raízes, se for pra que elas estejam plantadas em nossos corações.. vale mais não ter posses, se for pra que ajuntemos AMOR.. Fiquei pensando no que falavam, sobre o que confabulavam aqueles dois despreocupados seres andantes, ali sentados, conversando e tocando o presente de si mesmos.. confesso que naquele momento eu pude invejá-los.. pela simplicidade, calma e senso de oportunidade. . . O dia lindo pedia uma boa conversa tocada, sentida, percebida, desejada!! E eles souberam - sabem lhe aproveitar..
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Sair de cena pulsando num ritmo próprio
Saber quando sair de cena por uns tempos é de uma elegância sem precedentes. Às vezes sua imagem fica desgastada e é realmente necessário se recolher aos cantos mais secretos do seu coração. É por lá que conseguimos nos curar de algumas dores que já estavam teoricamente curadas, mas ainda pulsavam num ritmo quase inaudível para quem estava em cima do tablado, ocupado demais com as encenações dos dias. Saia de cena. Escute o que está pulsando dentro de ti, desocupe sua mente das obrigações, dos sorrisos forçados, das inseguranças dos outros. Olhe pra si. Este pode ser o seu tempo. Tempo de chorar o que quiser chorar, tempo de ter medo, tempo de desejar.. não se preocupe em ser vista, deve ser ouvida, amada, respeitada.. deve ser você mesma com todas as suas complicações. Desconsidere as complicações do outro. Olhe pra si mesma. Sorria em meio a lágrimas, lágrimas que são tuas e de mais ninguém. Lágrimas que não podem ser desconsideradas. Não se preocupe em sair. Saia. Chore. Sinta. Faça falta. Por certo alguém há de sentir tua falta. Corra pra dentro de si. Saia de cena. Isso é precioso nesse momento. Não dependa de ninguém. Escute seu coração pulsando. O ritmo é seu. Sempre deve ser SEU.quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Harmoniosos hormônios??
Acho que nunca esperei tanto por um weekend.
Sabe aquela semana em que tudo acontece ao contrário do que você esperava?
A minha está sendo assim..
Dá vontade de parar com tudo ainda na terça feira e buscar refúgio entre os lençóis.
A dieta não deu certo, o cabelo esteve horrível (a despeito de todos os produtos e/ou tentativas para torná-lo passável), a pele amanheceu cheia de espinhas (uma delas conseguiu transformar-se em queimadura - culpa de tanta coisa que você passou na cara menina!!) e não houve quem conseguisse se aproximar sem levar ao menos uma mordida.. claro que tem a ver com TPM, mas confesso que é uma chateação ficar à mercê dos hormônios (se não posso controlar ao menos meu humor, que dirá a minha vida??)..
Rejeito a idéia de que uma vez ao mês eu me torne uma megera insuportável e descontrolada.
Não enxergo roupa que se ajuste ao meu corpo (corro o risco de doar todo o meu guarda-roupa) e ao mesmo tempo não quero (nem posso) comprar nada porque tenho certeza que não farei isso antes de perder ao menos dez quilos..
Critico minha alimentação, meus amigos, meu carro, meu EU!
É impensável que isso tudo acontece dentro de uma semana que ainda está na quinta-feira e vai se prolongar até a metade da tarde de sábado, quando então, FINALMENTE, eu poderei me enfiar debaixo dos lençóis e dormir para acalmar meus hormônios-frustrados-e-enlouquecidos-à-espera-de-um-rio-de-sangue-que-lave-minha-alma-ensandecida..
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Tiro no pé de uma caça-palavras
Pela primeira vez em doze anos de uso eu fiquei com a impressão de que a internet pode ser um tiro no pé. Muitas vezes você diz coisas que em uma conversa ao vivo seriam interpretadas de outra maneira.. soariam menos dolorosas.. menos pesadas.. menos estáticas. A palavra escrita fica lá, pulsante, memorizando raivas, acusações, críticas, dúvidas, questionamentos, angústias. Quem dá o sentido é aquele que lê. Quem pede desculpas é aquele que escreveu. Na fala tête à tête a gente se entende, dança uma mesma música, se explica, interrompe o outro, corrige, gagueja, se pronuncia, dialoga. Mas na escrita não.. ela depende da leitura do outro e o outro quase sempre é tão complicado.. Mais complicado é viver um caça-palavras on line, quando sua frustração alcança o clímax e você desconecta cabos, modens, radios..versão pós-moderna de não responder as cartas ou bater o telefone na cara do outro.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Conversa fiada
Nós mulheres temos mesmo o dom de complicar todas as coisas.. não é a primeira vez que me pego dando voltas e mais voltas pra comunicar, pedir ou reclamar de alguma coisa com meu marido. Também não é a primeira vez que ele faz piada sobre isso. E eu, pra te falar a verdade, acho bom.. porque me desconcerta, me desanuvia, me desmonta. Principalmente quando é alguma coisa que pode virar briga e ele me faz ver que estou errada, sem precisar que gastemos horas e horas numa DR desnecessária.. às vezes basta um sorriso pra eu enxergar que a TPM está chegando e que ele merece sim um super abraço por me aturar completamente tresloucada. O bom da vida a dois é que ela te surpreende!! Conversa fiada pode se tornar pretexto pra boas gargalhadas.. cumplicidade que se estabelece e diminui o risco de rugas precoces.. os dermatologistas deviam prescrever tal fórmula!!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Silêncios
Silêncios são armadilhas perigosas. Eles chegam carregados de ecos.. ecos silenciosos que só você consegue ouvir. Eles são arrebatadores. Você enxerga muitos quilometros a frente, capta cheiros quase imperceptíveis, consegue ouvir teu coração bater. E os ecos gritam em tua mente.. silêncios perigosos que te fazem PENSAR. E os pensamentos carregados de ecos martelam verdades que você não precisa sentir.. A loucura de cada um, o dia que chega ao fim, a solidão que pesa o corpo, as palavras que devem calar. É tudo silencioso. Pesado. Louco. Nada mais apropriado para findar um dia estranho. Você já parou para se olhar hoje? Onde foi que ficou tua sanidade? No meio do almoço ainda era tu.. terminada a tarde já era outra, metamorfose iniciada, não conseguia mais se enxergar. Bastava o silêncio para te fazer reencontrada. Quieta. Estranha. Ecos. Ecos. Ecos.. o som vai ficando cada vez mais baixo.. apenas ouço as marteladas.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Quinze anos no mundo da lua
No último sábado fazia um calor quase insuportável quando eu e meu marido resolvemos dar uma volta de carro pela cidade, observando os nativos que se preparavam pras baladas da vida. Compramos uma pipoca e nos sentamos num banco à beira do rio pra conversar, rir, namorar um pouco. Foi quando um trio de meninas por volta de seus quinze anos veio caminhando em nossa direção, naqueles sussuros típicos da idade, claro que a conversa era entrecortada por inúmeras risadas, acompanhadas de alguns pulinhos que elas davam pra frente ou pra trás, dependendo (penso eu) do ritmo das histórias e confissões contadas. Aquilo me levou direto a um tunel do tempo, em meados da década de 90, quando eu mesma era uma garota de quinze anos, com um comportamento quase idêntico ao daquelas meninas que ali na beira rio eu observava.. Com quinze anos nos julgamos imbatíveis, tudo o que queremos é uma (ou várias) amiga (s) a tiracolo, jeans (naquela época os meus eram coloridos e saint-tropez) e muita maquiagem!! As amizades nos parecem fidelícimas.. os jeans confortabilíssimos.. e a maquiagem.. ah!! Essa é um verdadeiro escudo, através do qual nos sentimos as mais belas e maduras!! Têm os pés no chão, mas a cabeça na lua.. Pena que as coisas não permaneçam tão reluzentes.. dezessete anos passados eu me vejo um tanto quanto desconfiada em relação a quase todas as amizades, não posso nem mesmo passar perto dos tais jeans e a maquiagem deve ser mais discreta possível, apenas uma aliada.. Observo aquelas meninas (inclusive aquela que fui) com uma admiração profunda, pois elas verdadeiramente SONHAM com dias melhores. Elas enxergam futuros fabulosos para si mesmas, julgam-se senhoras de suas vidas e sua juventude é admirável!! Affonso Romano Sant'Anna tem um texto belíssimo sobre a mulher madura (com esse nome mesmo), mas quem escreveu sobre a beleza diáfana, pura e ao mesmo tempo tresloucada das pequenas mulheres de quinze anos?? A beleza dessas meninas está na crença que têm na amizade, no amor, na vida. A beleza dessas meninas está em VIVER, viver confiantes e apaixonadas, certas de que a vida lhes concederá tudo.. mesmo que no futuro (tão distante que não se pegam a pensar nele como algo concreto, apenas um objeto do sonho) esse tudo venha a se configurar na ruptura de seus sonhos adolescentes. Lindas essas nossas meninas risonhas de quinze anos!!!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Amigas
Saindo do trabalho passei no supermercado pra fazer um pouco mais do que compras: saquei dinheiro e paguei contas. Bendita seja a época em que os supermercados tornaram-se pólos de muitos dos afazeres da dona de casa pós-moderna.. não basta comprar legumes, temos que sacar a grana e pagar a conta de telefone (essencial para dar continuidade às conversas que alegram nossos dias, mesmo quando geograficamente elas não são possíveis). Sai do trabalho correndo, parei na universidade para resolver umas cositas e voei pro mercado, porque tinha que dar cabo do resto das coisas até as 17h. Quando me preparava pra começar a fazer minhas comprinhas (e quem me conhece sabe que eu detesto supermercados assim como detesto o verão) ouvi uma vozinha familiar me chamando pelo nome e logo pensei (naqueles dois segundos que estatelam nossos neurônios): "Isso vai me atrasar"!! Fiquei morta de vergonha quando me dei conta de que estava fazendo careta (eu tenho essa péssima mania de franzir a testa e apertar os olhos quando estou contrariada - é quase um espasmo involuntário..) pra uma amiga querida (querida mesmo) e com quem eu não me encontrava tipo ha uns quatro anos.. Aquilo foi um castigo pela minha careta, tenho certeza.. era uma das amigas de faculdade, daquelas com quem a gente tem crises e mais crises de riso sem motivo algum, uma daquelas com quem você vai matar aula na cantina e só fica falando bobagens que envolvem os nomes dos professores, uma daquelas com quem você vai pras melhores (e piores) festas do Diretório Acadêmico, uma daquelas com quem você arrumou trabalhos idiotas só pra ter grana pra estar nas tais festas.. era ela.. uma delas.. a que tinha se casado e sido mãe antes de todas as outras.. a que tinha vivido experiências incríveis quando nós ainda estávamos às voltas com as maluquices da juventude pseudo-intelectual, cult, bla bla bla.. foi incrível encontrá-la e foi incrível ver que ela me reconheceu de longe (mesmo fazendo caretas), porque estou loira e ela ainda não tinha me visto assim.. foi incrível porque vi que ela ficou tão feliz de me encontrar quanto eu fiquei feliz de reencontrá-la. Fomos sinceras, carinhosas e apressadas. Tudo como deve ser. Boas amigas a quem a vida levou longe demais (sua maior conquista, a filha, já tem 5 anos), mas que não se esqueceram do carinho sentido, das experiências vividas, de terem crescido!!! Sim, foi muito bom vê-la em meio a torradas e croissants querida!!!!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Pérola
Sábado eu e meu marido participamos das comemorações pelas Bodas de Pérola (30 anos) dos tios dele. Achei toda a cerimônia religiosa (na Igreja Metodista) linda, assim como a festa. O que me chamou atenção em tudo aquilo foi o carinho com que cada momento foi planejado e celebrado. A presença dos filhos (que inclusive cantaram para os pais), a nova troca das alianças, as juras de amor reafirmadas.. foi tudo de uma delicadeza extrema e eu fiquei muito emocionada de estar ali, presenciando aquilo tudo. Me senti um pouco intrusa na comemoração da família, pois ainda os conheço tão pouco, mas emocionada de ver um amor "de carne e osso" durar daquela maneira. Claro que eles devem ter tido algumas dificuldades, mas acreditaram que podiam viver JUNTOS. E construiram uma relação linda.. melhor do que as que vemos no cinema, pois é real. Eu sempre admiro esses casamentos em que a amizade, o respeito e o amor permanecem apesar do passar do tempo. É nisso que devemos nos focar meninas e meninos.. O outro (escolhido) deve ser uma pérola em nossas vidas.. eu quero pra minha vida esse amor real, construído a cada dia, lapidado pelas adversidades, fortalecido pela convivência.. como eu conversava outro dia com uma amiga, não tenho a ilusão de que basta um amor e uma cabana, mas também não quero ser tão racional em relação ao amor, a ponto de esperar que exista uma casa, cachorro, carro, conta bancária a gorda na frente de tudo.. estou na porta da cabana com um pé lá dentro, outro cá fora, mas agarrada ao meu amor.. porque JUNTOS podemos tudo.. e hoje, no dia do meu aniversário quero celebrar o amor: o amor de meus pais (findado) mas que me gerou, o amor dos meus irmãos maravilhosos, o amor dos poucos amigos (mesmo que de longe), o amor do meu marido, o meu amor pela vida.. tenho muitas pérolas.. preservadas com muito carinho no coração. VAMOS COMEMORAR O AMOR!! SEMPRE EM NOSSAS VIDAS MALUCAS E CORRIDAS, VAMOS AMAR..
sábado, 24 de setembro de 2011
Seremos realistas ou pessimistas?
Na quinta-feira passada estávamos em um grupo estudando algumas questões sobre política. Lá pelas tantas, a professora responsável por direcionar a discussão disse que estava assustada diante de nosso pessimismo frente a vida. Falou que nós, a juventude (agradeço por me incluir neste saudável grupo!!), estávamos completamente descrentes na humanidade e no futuro e que isso era um choque pra ela. Disse ainda que o mais correto seria que as pessoas de sua geração tivessem esse tipo de compreensão da realidade e que isso não combina com nossa faixa etária. Na hora a conversa foi entrecortada por risadas, negações e justificativas. Aproveitamos para exemplificar nosso desânimo com a vida pública usando de alguns fatos mais recentes do noticiário brasileiro. Estica daqui e dali, ri mais um pouco, sai de lá com essa conversa na cabeça e confesso que fiquei um pouco incomodada com a análise que ela fez de nosso grupo.. será que eu sou mesmo uma pessoa pessimista? Essa "acusação" me persegue desde a adolescência (é a mesma análise que minha irmã faz sobre mim) e sempre tive uma certa resistência a incorporá-la na visão que tenho sobre quem sou. Mas até que ela faz algum sentido: por mais que eu seja idealista e sonhadora, não consigo tirar os pés do chão.. eu seria então uma sonhadora de botas? Sapatilhas de balé nunca me ficaram muito bem.. meus sonhos sempre foram aqueles que eu poderia realizar.. minhas expectativas sempre foram aquelas que eu poderia alcançar.. minhas esperanças sempre são cheias de ansiedade e preocupação.. meu futuro sempre me angustia porque vejo tudo aquilo que lhe pode condicionar.. mas não deixo de sonhar.. sonhadora de botas, isso é o que sou.. não me assumo como pessimista, mas como uma garota sonhadora com botas pesadas, que não lhe deixam tirar os pés do chão..
Além do mais, convenhamos, o mundo não está para muitos sonhos, não é verdade? É só ligar a televisão, abrir um jornal, ler uma revista, acessar um site para dar de cara com tantas confusões que perdemos logo a fome ou a vontade de contar borboletas pelo céu.. não dá pra fingir que a vida é cor de rosa, por mais que tenhamos momentos de vê-la, como eu já disse aqui, cheia de margaridas de bem me quer.. acho que o amor pode dar cabo de todos esses atropelos, mas a cada dia se torna mais difícil amar a quem quer que seja.. as pessoas estão meio intragáveis.. Por isso queridas, amem sem limites suas pessoas desejáveis, ao menos terá sua cota de amor para mudar o mundo, numa "corrente do bem" (quem não se lembra do filme?) que pode contagiar até os mais azedos que encontrarmos pelas esquinas..
Bom, eu não saio por ai acreditando nas políticas, na solução dos problemas sociais, no desarmamento da sociedade, mas eu ainda acredito no amor, sou apaixonada por crianças, cheia de carinho com os velhinhos, louca por chocolates.. não sou pessimista, apenas realista... e vocês?
Acham que dá pra ser realista sem ser pessimista? Ou uma coisa automaticamente está ligada à outra??
Dá pra sonhar com botas de salto nos pés ou precisamos usar sapatilhas de balé??
Dá pra sonhar com botas de salto nos pés ou precisamos usar sapatilhas de balé??
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Ainda sobre o amor
Finalmente terminei de assistir
todos os episódios de Sex and the City, mais os dois longas que foram
produzidos para “encerrar” a história. Quando desliguei o computador, estava
nas nuvens, vendo margaridas bem-me-quer por todos os lados. Não vou ficar
falando da história, pois este não é o objetivo do post, mas preciso falar que depois de tantas idas e vindas Carrie e
Big finalmente ficaram juntos. E pra
mim, isso é que faz a história mais apaixonante.. porque não é uma história de
amor convencional do cinema.. eles se envolveram, tiveram medo de compromisso,
traíram, erraram, estiveram com outras pessoas, prosseguiram com suas vidas, mas
nunca se esqueceram de fato.. e no final.. o amor vence!! Assim como deve ser
na vida real.. O AMOR SEMPRE DEVE
VENCER.. mesmo que para conquistá-lo nós tenhamos que passar por uma montanha
russa de emoções, no final o amor tem que prevalecer.. Sei que todas as comédias
românticas terminam com um final feliz, mas nesta série a coisa não é tão
simples assim.. porque tem horas que (assim como na vida real) você realmente
acredita que eles não vão ficar juntos. Tem horas que você se vê concordando
que é mesmo melhor ter um amorzinho morno que te aqueça nas noites de inverno
do que ficar sozinha enquanto teu grande amor se esbalda na cama de outra(s)
pessoa(s). Tem horas que você se vê duvidando dos relacionamentos. Tem hora que
você se assusta com a dificuldade que temos de lidar com a solidão. Tantas
coisas acontecem e todas elas servem apenas para reforçar a idéia de que não
vivemos sem amor. Não esse amor plácido de que falei agora a pouco.. mas não
vivemos sem o AMOR com letras maiúsculas, que nos faz tecer planos e ter
vontade de alcançá-los junto da pessoa amada. Um amor de verdade acontece
poucas vezes na vida da gente. E pode ser que ele nem mesmo se concretize em
final feliz. Mas temos que ter discernimento para enxergar que foi uma grande
história de amor. Com ponto final, mas grande. E que precisando caminhar a
frente podemos nos surpreender com o que a vida nos reserva. Um amor ainda
maior, mais maduro, consertado. Um amor que foi aperfeiçoado para ti. Enquanto
você também se aperfeiçoava para o outro. Um amor que dá coragem, ânimo,
alegria, felicidade. Um amor que nunca teve igual. Um amor delicioso. Porque no
final não importa o quanto você tateou a sua procura, não importa o quanto você
se machucou, o quanto sofreu ou o quanto errou.. mas importa que o amor te
encontre, que ele te consuma e que você seja muito feliz.. mesmo que seja para
assistir a um filme em preto e branco que te pareça cheio de cores ao lado do
teu Big, querida Carrie!!!
sábado, 17 de setembro de 2011
Amor
Eu sempre vou acreditar no amor..
Toda Carrie tem seu Mr. Big!!
Por mais complicadas que as coisas possam parecer, as histórias continuam tendo inícios, meios ou finais felizes...
Não vamos ter medo de viver, meninas!!!
Ok.. eu prometo que vou desenvolver estas idéias no próximo post, mas por agora estou atrasada para um compromisso.. apenas era essencial deixar isto registrado antes de sair..
Toda Carrie tem seu Mr. Big!!
Por mais complicadas que as coisas possam parecer, as histórias continuam tendo inícios, meios ou finais felizes...
Não vamos ter medo de viver, meninas!!!
Ok.. eu prometo que vou desenvolver estas idéias no próximo post, mas por agora estou atrasada para um compromisso.. apenas era essencial deixar isto registrado antes de sair..
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Em tempos de Jabulanis e Jaburus
Tem quase duas semanas que comecei a fazer uma dieta aburdamente necessária, tendo em vista a forma arredondada que vejo no espelho todas as manhãs. Não vou me sentir culpada por mais um post sobre alimentação/saúde/dieta/emagrecimento, afinal de contas estamos no reino da obesidade (ficando atrás apenas dos EUA) e da má vontade para com os exercícios físicos. Sendo assim, vou considerar que VOCÊ precisa tanto de dieta quanto eu, portanto, querida, leia isso até o fim!!!
Parece que por mais que eu tenha me esforçada para enxugar a silhueta nas últimas semanas, os resultados não foram assim tão positivos. Mas contrariando todas as expectativas eu não boicotei a dieta e segui adiante, tendo detectado, porém, que me será necessária uma dose maior de disciplina e envolvimento para perder mais do que míseros 300g..
Os homens que me desculpem, mas falar de dieta para nós mulheres é o mesmo que falar de futebol em tempos de Copa do Mundo: essencial, necessário, vital!!! E se suportamos ouvi-los falar de Jabulanis e sei lá mais o que, eles devem ser capazes de nos ouvir falar sobre nossas dietas, isso se não quiserem que nos tornemos Jaburus, menos atraentes do que a outra tal de Jabu... lani...
O fato é que se torna cada dia mais difícil sair para fazer um programa gastronômico em tempos de dieta.. já substitui o sorvete pelo suco de laranja sem açucar ou adoçante, qual deve ser o próximo passo??
Conversando com uma amiga agora a pouco cheguei à conclusão de que não tenho mesmo escapatória: preciso mexer o esqueleto, ou seriam as banhas?? Não vou conseguir perder peso (tradução possível: barriga) se não começar urgentemente a fazer algum tipo de exercício físico.. sim, FÍSICO, porque senão meu subconsciente vai entender que serve exercício mental.. nananinanão.. leitura não adianta para isso.. acho que vou seguir a dica dessa minha amiga e colocar a ergométrica ou a esteira na frente da televisão.. perder peso era bem mais fácil antes dos 30 anos chegarem!!!
sábado, 10 de setembro de 2011
Tempo perdido é tempo que se pode amar!
Pare por alguns minutos para pensar sobre o tempo. A própria idéia por si só já parece absurda. "Como vou parar para pensar sobre o tempo se enquanto isso o relógio não pára e ficarei atrasado para uma série de compromissos? Não posso perder tempo!" É exatamente este o ponto de que quero tratar: não podemos perder tempo.. e é por isso que estamos nos perdendo de nós mesmos e dos outros. Sabe aquelas pessoas a quem amamos? Pois é, elas precisam de um pouco de tempo para se sentirem amadas. Precisam de um pouco de tempo para nos amarem. Amar pressupõe também cuidar e "perder" tempo junto!! Não fazer nada junto com a pessoa amada pode ser um dos pontos altos do nosso dia.. Mas o problema é que estamos tão ocupados.. o tempo não pára.. estamos presos ao relógio, mesmo quando infantilmente nos recusamos (como eu) a usá-lo, na vã esperança de sermos menos escravizados pelo objeto.. o relógio está presente na cozinha, no quarto, em cima de um móvel da sala.. está nos celulares, nos despertadores e em alguns casos até nos anéis que se vendem nos camelôs dos grandes centros comerciais.. sua posição de destaque indica o quanto o reverenciamos.. eu por exemplo, me encontro a todo momento atrasada para alguma atividade.. essa sensação é a pior que posso sentir! Realmente detesto saber que estou deixando pessoas à minha espera ou que não estou cumprindo com minhas obrigações dentro do prazo. Mas o fato é que, apesar disso, nunca consigo deixar de estar atrasada para alguma coisa!! Parece que o tempo diminui a cada novo dia. O que me faz pensar se não estou (se não estamos) privilegiando demais às COISAS em detrimento das PESSOAS!! Existem tantas coisas que eu gostaria de fazer com as "minhas pessoas" e não encontro maneira de fazê-las.. fico pensando quando foi que a vida se tornou essa loucura, quando nos comunicamos com aqueles a quem amamos por email, twitter ou facebook ao invés de telefonar pra dizer um oi amineirado ou marcar um encontro pra um lanche cheio de fofocas.. a rotina nos engole. O dia acaba sem que tenhamos dado conta de "ticar" o que estava marcado em nossas agendas.. Receitas se acumulam nos livros sem que tenham sido experienciadas.. sonhos se amontoam sem que possamos realizá-los.. abraços não entregues, beijos não dados, conversas engasgadas nas gargantas, prestes a virar bolor como no livro infantil do Raul (aquele da ferrugem azul).. será que não é assim que estamos perdendo o nosso tempo??quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Carinho
Andei pensando sobre a importância de carinho em nossas vidas... cheguei à conclusão que posso viver sem muitas coisas, mas sem carinho não dá!
Ser carinhoso é ligar no meio do dia apenas pra dizer que leu ou viu algo que te fez lembrar do outro, é até mesmo guardar uma comidinha mais gostosa comprada ou preparada de última hora...
É cuidar da casa com amor, das roupas com cuidado, é demonstrar sem vergonha que aquela pessoa é importante para ti.. são pequenas delicadezas que aquecem o coração, enriquecem a boa memória, criam sorrisos em nossos lábios.
São pequeninos detalhes que afastam os rancores, nos dão coragem frente aos problemas e tornam o mundo melhor!!!
O que estamos esperando então para sermos mais carinhosos por ai??
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Ócio compartilhado!
Acho que todo mundo sabe como é bom tirar uma folguinha de vez em quando. No meio da correria da vida ter alguns momentos de ócio é o melhor presente que se pode ganhar. Se for um ociozinho acompanhado de alguém a quem você ama melhor ainda!
Pois ontem eu tive esse presente: tive algumas atividades obrigatórias durante a manhã, mas depois passei o resto do dia em cima da cama assistindo "Will and Grace" com minha sobrinha.
Fizemos uma festa de pipocas, pirulitos, palitos de cenoura e água gelada!!
Também aproveitamos pra tirar uma deliciosa sonequinha de meio dia às três da tarde..
O programa seguiu noite à dentro e só terminou quando todos os episódios da série, previstos para o dia, tinham terminado!!
É maravilhoso estar junto de quem a gente quer bem, mais maravilhoso ainda é ver que ela cresceu e se tornou uma garota linda, que só nos traz alegrias e orgulho!
Percebo semelhanças indescritíveis entre nós duas e isso aquece meu coração de uma maneira que não consigo explicar..
Preciso promover mais programas desse tipo.. quando me sinto preenchida de carinho, amor, tranquilidade, segurança..
Não existe nada melhor na vida do que a família!!! Somente eles são capazes de compreender, sem nos recriminar, como é bom ficar o dia inteiro em cima da cama de pijamas e meias listradas, num fazer nada tão gratificante!!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Super mulher: nada perfeita
O que significa ser uma perfeita dona de casa? Porque seja lá o que for eu tenho passado bem longe disso!
Meus legumes e frutas estragam na geladeira sem que eu me lembre de comê-los; os panos de prato não combinam com a ausência da toalha de mesa (esta recém adquirida); a comida congelada enrigece o congelador já entulhado de gelo; a poeira se acumula nos cantos por mais que eu me esforce e não encontre ânimo para usar o aspirador de pó.
A cobrança é apenas minha. Vejo nas paredes que as fotos precisam ser trocadas no mural, que as vasilhas precisam ser guardadas e que os sapatos podem diminuir para que possamos economizar algum dinheiro. Mas não consigo organizar um plano de ação convincente para que eu mesma defina frentes de trabalho a serem "atacadas" dentro de casa.
De tudo o que preciso fazer o mais tranquilo mesmo é programar a lavadora de roupas para que no final do ciclo eu possa retirar as peças bem macias e perfumadas!!
Quem dera houvesse programação semelhante para os meus pensamentos: no final do ciclo sua mente sai organizada, pensamentos aromatizados!! Baunilha para cada serviço que falta terminar, amora no lugar de livros que preciso estudar, sândalo no lugar da distância que insiste em pesar..
Em meio a todos esses aromas talvez as coisas fossem mais organizadas e eu menos displicente com a vida nossa de todo dia..
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Saudade é coisa estranha..
Saudade é coisa estranha.
Sentimento que logo se traduz em mal estar...
Começa com um nó no estômago, passa a dor no peito, para em seguida tornar-se lágrima nos olhos.
O batimento cardíaco acelera e logo começamos a procurar fotos, cheiros, lembranças que apenas vão servir para reforçar o sentimento.
Saudade tem um que da ausência, mas ao mesmo tempo tem muito a ver com PRESENÇA. Porque só sentimos saudade daquilo (daquele) que está vivo dentro de nós.
Sinto saudade... saudade que começa hoje e só vai acabar mesmo no final da semana quando essa presença que apenas sinto ao meu lado volte a ser sinônimo de mãos dadas, conversas, risadas e corpo colado ao meu!!
Sentimento que logo se traduz em mal estar...
Começa com um nó no estômago, passa a dor no peito, para em seguida tornar-se lágrima nos olhos.
O batimento cardíaco acelera e logo começamos a procurar fotos, cheiros, lembranças que apenas vão servir para reforçar o sentimento.
Saudade tem um que da ausência, mas ao mesmo tempo tem muito a ver com PRESENÇA. Porque só sentimos saudade daquilo (daquele) que está vivo dentro de nós.
Sinto saudade... saudade que começa hoje e só vai acabar mesmo no final da semana quando essa presença que apenas sinto ao meu lado volte a ser sinônimo de mãos dadas, conversas, risadas e corpo colado ao meu!!
sábado, 30 de julho de 2011
Fragilidade
Diz o ditado que leva-se uma vida inteira para se conhecer alguém.. Na verdade eu acho que nunca conhecemos alguém. Ainda fico perplexa com a capacidade que algumas pessoas têm para me ferir. São nos pequenos esquecimentos ou nas pequenas demonstrações de desprezo é que as pessoas mais próximas (e portanto as mais queridas) mais me machucam. Pois nas ocasiões em que isso se faz grande eu ainda busco encontrar um motivo, uma razão.. nas pequenas, porém, eu me surpreendo. Como é que em um dado momento em que seria tão simples (quase natural) ter atitudes de consideração e carinho pode-se passar por cima do outro como um trator? Muito fácil justificar os deslizes, mas tão difícil fazer com que essas desculpas calem a dor sentida, as feridas abertas e quase nem percebidas... No final das contas eu sempre soube: relacionamentos são muito frágeis. Andamos numa corda bamba, o tempo todo..
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Futuro
Hoje acordei pensando (mais uma vez) no futuro.
Sou daquelas pessoas que não sossegam com o hoje, mas ficam com os olhos colados lá na esquina, esperando que alguma coisa de repente apareça.
Quero ser a primeira ver, a entender, a se preparar.
Quero sempre me ANTECIPAR.
Acontece que isso nem sempre é possível. O futuro (brejeiro) faz com que o inesperado surja na curva da rua justamente no momento em que você se abaixou para amarrar os sapatos ou tirar um cisco dos olhos (existem tantos ciscos por ai)...
Você não sabe dizer como foi que aquilo apareceu, por mais que tenha sido esperado.
Resulta disso tudo que não adianta nada ficar ansiosa com o que está por vir, mas nunca aprendo a lição e perco o sono (antes fosse a fome) e a esportiva, dando vazão a uma série de comportamentos orientados pura e simplesmente pelos hormônios descontrolados. Consubstancio-me numa propaganda de garota TPM e torno-me insuportável, intragável, inimaginável em minha secura por descobrir o que está "preparado" para minha vida.
Confesso que esses dias não tem sido fáceis e que assim que as interrogações tiverem sido respondidas vou lutar para que outras tantas não se enfiem debaixo dos meus lençóis...
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Tecla F5 na vida real?
De repente, crack... com um estalo quase imperceptível uma parte de mim trincou... o mais difícil é tentar camuflar aquela rachadura para que os outros não a vejam, não sintam pena do que era perfeitinho e de uma hora pra outra ficou marcado pra todo o sempre. Pra te contar uma verdade “bem verdadeira” como minha mãe gosta de dizer, eu já esperava que isso fosse acontecer. É que o material de que sou feita é frágil demais, apenas aparenta boa qualidade, mas na realidade, é muito, muito frágil. O que acontece quando mãos pouco (ou ainda não) preparadas pegam um objeto frágil de qualquer jeito? Ele se quebra, racha ou estilhaça. Comigo não foi tão grave, ainda tenho meus pedacinhos por aqui, mas por certo que trinquei... não adianta querer passar cola, talvez fosse melhor que tivesse quebrado logo de uma vez. Seria bom que o comando F5 também funcionasse na vida real...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Cisnes negros
Hoje cedo, lendo um jornal local, encontrei essa foto, que anunciava o nascimento de cinco novos cisnes negros - da espécie Cygnus Atratus - no lago do principal museu da cidade. Fiquei pensando por que é que a diferença, até nos animais, ainda nos provoca espanto.
Estaremos ainda tão despreparados para lidar com a diferença?
Entendo que as diferenças nos fazem crescer, pois nos ensinam tanto sobre outras coisas pra além de nós mesmos..
Fiquei pensando de que maneira fomos estabelecendo critérios para definir o que é "normal".
A normalidade não seria uma convenção da maioria? E onde é que está escrito que a maioria tem sempre razão?
Afinal, o que é ter razão? Fazer parte da maioria?
Afinal, o que é ter razão? Fazer parte da maioria?
Percebe-se que a reflexão toma o rumo da avalanche que impulsionada pela bola de neve vai derrubando tudo que encontra pela frente, provocando um verdadeiro boliche com os pinos que forem encontrados diferentes.
Uma coisa se apóia na fragilidade da outra e quando nos damos conta estamos rotulando com base na fragilidade de nossas convicções.
O diferente devia ser percebido em sua exuberância, na beleza de sua exoticidade, nos ensinamentos que pode nos propiciar.
O que me faz diferente de você não é o que pode me tornar querida para ti?
O que te torna diferente de mim não é o que pode me deixar perplexa e apaixonada por ti?
O que nos faz diferentes não é o que pode nos fazer superar deficiências/defeitos para nos aproximarmos?
O que nos torna diferentes não é aquilo que nos ensina a amar o outro?
Será que temos mesmo que noticiar os "cisnes negros" locais ou devemos enxergá-los como parte ainda mais bela de nossos museus particulares??
Você tem muitos "cisnes negros" para noticiar?
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A Mulher Maravilha
Ontem à noite eu fiquei com a sensação de que deveria ter me tornado a Mulher Maravilha.
Na mesma hora em que a idéia veio, consegui retirar do fundo da minha memória a lembrança de que na única vez na vida em que me fantasiei no carnaval (ainda na infância) foi com uma roupa de Mulher Maravilha. Eu simplesmente havia deletado isso da minha mente. Estava lá, é claro, escondido em algum canto obscuro e abandonado da minha época de criança, mas eu pude me lembrar.
Fiquei me perguntando porque naquele momento, por volta dos meus cinco ou seis anos de idade eu me sentia tão poderosa e imbatível com aquela roupinha mal feita da heroína.. os braceletes eram tão pobrezinhos que espetavam meus pulsos; o material era ruim mesmo e eles fincavam minha pele se eu me movimentasse. Eu não me importava porque não precisava me mexer, eu estava ali para ser admirada, principalmente por mim mesma.
Era fácil sentir-me forte, segura pela mão do meu avô, que me levava fantasiada para dar um passeio pelo centro da cidade. Eu ia inventando mentalmente mil e uma histórias, que iam se desenrolando à medida em que o passeio acontecia... ia incorporando os elementos com que nos deparávamos durante aquele trajeto "festivo". O carnaval ainda era tranquilo e os avôs ainda podiam passear com suas netas fantasiadas de Mulheres Maravilha.
Hoje em dia eu queria poder resgatar aquela sensação de segurança, de poder, de invencibilidade. Queria conseguir me sentir pronta para ser admirada (principalmente por mim mesma). Queria não ter medo de nada. Queria que uma simples roupinha desse conta de garantir minha alegria, porque, e apenas porque, minha auto-estima estava nas alturas, pois cercada de amor era a única maneira de me enxergar e sentir.
Tem dias em que eu precisava me sentir de novo a Mulher Maravilha.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Mais um sobre intimidade
Na medida em que o dia foi acontecendo eu me peguei pensando mais uma vez sobre os efeitos da intimidade na vida de um casal. Talvez porque a cada dia eu me encontre mais "íntima" do meu marido (o que tem sido uma experiência incrível, para bem e para mal!), talvez porque eu ainda me surpreenda tendo necessidade de estar sozinha, o fato é que, mais uma vez, estou aqui a escrever sobre INTIMIDADE.
Meus instantes ao seu lado são sempre falados... e eu sou uma pessoa de poucas palavras... isso gera uma certa bagunça na minha cabeça e traz um pouco de cansaço... porque tem horas que tudo o que eu quero é ficar calada, em silêncio (e isso significa estar com a televisão, o som, o computador e qualquer outra coisa barulhenta desligados) e ele faz barulhos até com a língua estalando no céu da boca!
Um dos efeitos da intimidade que compartilhamos... preciso conviver com sons que nem sempre desejo, mas porque o quero por perto, consigo superá-los... neutralizá-los... diminuí-los...
Misturamos nossas roupas no armário, uso as meias dele por dentro de minhas botas, trocamos toalhas de banho, dormimos abraçados nas noites frias desse inverno... com tudo isso acontecendo não me importo tanto que ele estale, assobie, cante ou sussurre... o importante é que esteja por perto.
Quando durmo sozinha por causa de alguma de suas viagens a cama fica gigante e o silêncio (que tanto amo) se torna assustador. De repente me vejo ligando a TV, assistindo aos mesmos programas que ele tanto gosta de ver... sentindo falta de nossa INTIMIDADE.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Dia do saco cheio
Eu acho que já falei disso aqui, mas tem dias em que a gente acorda e já percebe que as coisas vão sair do controle. Hoje é um desses dias. Acordei com frio porque minhas cobertas tinham sido abduzidas pro lado da cama ocupado pelo meu marido. O despertador estava programado no volume máximo, coisa que detesto porque acordo assustada. Bateram na traseira do meu carro, quando estava a caminho do trabalho. Resultado: cheguei atrasada. Por sorte não aconteceu nada com meu carro. O mesmo não se pode dizer dos meus nervos que ficaram em frangalhos. Ao longo do dia recebi uma ligação importante e no meio do contato o celular ficou sem bateria. Tive mais alguns contratempos no serviço, alguns aborrecimentos em casa. O pior mesmo foi ter comido um cupcake de mandioca, lotado de leite condensado. Sexta-feira complicada essa...
domingo, 15 de maio de 2011
Em tempos de virtualidade
Dizem que temos que ser as mais bonitas, malhadas, perfumadas e bem dispostas para o sexo, mas a competição com super modelos, atrizes e anônimas das câmeras sexuais da web é bem desleal. Enquanto levamos a vida real (e isso inclui todo tipo de porcarias de um relacionamento) elas estão a todo tempo preparadas para os holofotes em poses ensaiadas. Outro dia eu falava sobre intimidade x romance e hoje retomo essa conversa. A intimidade faz isso com a vida a dois: te torna feia, simples, banal. Com isso tudo você pode acabar desenvolvendo um bloqueio para o romance e para a exposição do seu corpo que não consegue competir com os das mulheres da tela, um ideal de perfeição inalcansável. Será que realmente precisamos nos preocupar tanto com beleza, emagrecimento, moda? Não estaremos sendo superficiais aderindo ao que é meramente virtual?
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Alimentação saudável?
Ontem passei meu horário de almoço na fila do banco.
Existe coisa mais geradora de rugas do que isso? Confesso que no momento não consigo pensar em nada pior. Minha pressão estava tão baixa que quase pôde ser varrida pra debaixo do tapete. Eu só conseguia pensar que não ia comer e ainda ia chegar atrasada no trabalho. Enquanto isso meu marido me ligava para dizer que estava cheio de problemas no serviço e que estava com fome. Fome? Ele estava em casa... eu estava naquele buraco negro devorador do tempo alheio - também chamado de Caixa Econômica Federal.
Saindo do banco (quase duas horas depois de ter entrado ali) parei em uma padaria e comprei um chazinho de pêssego que bebi enquanto devorava um salgado a caminho do estacionamento. O chazinho era para apaziguar minha consciência pela junk food...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Romance
O que é mais importante em um casamento, a intimidade ou o romance?
Atualmente sou levada a acreditar que é muito difícil de se conseguir as duas coisas.
Parece que o a convivência acaba paulatinamente com o romance. De repente você começa a acordar sem dizer "bom dia, amor!", começa a chegar e sair sem dar sequer um beijo, faz xixi com a porta do banheiro aberta, aparece na frente dele com o rosto cheio de máscara de pepino e vai dormir com uma blusa toda recortada (cheia de fios balançantes e cortes mal feitos).
Ele, por sua vez, começa a cometer uma série de desatinos, no mais puro estilo "Shrek" de ser.
Não sobra mais tempo pra dormir de conchinha, tomar sorvete na mesma colher, sentar na grama tentando derrubar o outro no chão.
Não sobra mais tempo (ou será vontade) pra sonhar juntos o dia a dia.
Você percebe que a rotina te engoliu.
Você nunca esteve mais próxima de qualquer outra pessoa. Você se permite cometer até mesmo gafes escatológicas ao lado desse alguém. Mas, ao mesmo tempo, você nunca esteve mais distante de outra pessoa. Você não consegue mais olhá-la nos olhos e falar de suas necessidades; aquelas necessidades que antes eram recebidas com um afago, um sorriso, um carinho.
Haverá uma maneira de conseguirmos ter a intimidade, naquilo em que ela é positiva e, ao mesmo tempo, o romance?
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Acordando num dia típico

É difícil quando você percebe que seu dia começou a menos de dez minutos e que você já está discutindo com seu marido, ainda na cama. É pior ainda quando durante a discussão você se levanta, abre seu armário e enxerga que todas as suas roupas parecem trapos do século passado e você não tem dinheiro (nem limite no cartão de crédito, que já está estourado) para comprar roupas novas. É pior ainda quando, ainda durante a discussão, você se olha no espelho e descobre aquela espinha imensa no seu rosto e não há base ou corretivo que dê jeito naquela monstra.
Como você acha que será meu dia depois disso?
terça-feira, 3 de maio de 2011
Abrindo a porta
Muito bem, abro a porta de minha casa para vocês.
Espero que possamos conversar diariamente sobre as nossas questões de cotidiano, sobre os nós e os laços que nos apertam, nos engasgam e nos enfeitam nas casas em que habitamos.
Minha idéia com este blog é que possamos trocar experiências e fofocas, sussuros e gritarias, novidades e pesares...
O típico dia a dia de uma pseudo mulher moderna, dona de casa, amante, amiga, megera!!!
Sejam bem vindas!!
Espero que possamos conversar diariamente sobre as nossas questões de cotidiano, sobre os nós e os laços que nos apertam, nos engasgam e nos enfeitam nas casas em que habitamos.
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O típico dia a dia de uma pseudo mulher moderna, dona de casa, amante, amiga, megera!!!
Sejam bem vindas!!
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