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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Oração de todos os dias



Eu não quero me acostumar com a violência, com a mentira, com a traição, com a dor, com as injustiças.
Não posso achar essas coisas normais.
Minha oração nesse dia é para que Deus não me deixe endurecer. Pra que Ele me use como ajudadora daqueles que precisam de mim. Pra que eu tenha as palavras certas – não minhas, mas Dele – na hora em que eu precisar consolar alguém. 
Que Ele me use para dar carinho.
Que eu consiga proteger, cuidar, amar. Amém. 
Senhor, cuida dessas crianças, meu Pai. Cuida dessas crianças que têm se perdido em meio às drogas, em meio à violência, ao sexo. Cuida dessas crianças que têm vivido coisas duras demais. Cuida dessas crianças que sofrem, que doem, que choram, que não têm ajuda, que gritam por socorro. Cuida dessas crianças que erram. Cuida dessas crianças que não temos cuidado, que não temos protegido de nós mesmos. Cuida dessas crianças que têm sua infância saqueada. Cuida dessas crianças que têm seus sonhos roubados. Cuida dessas crianças que perdem a inocência porque o mundo pesa sua mão sobre elas. Amém.
Renova nossos sonhos apesar da dureza deste mundo, meu Deus.. Amém.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As novelinhas da tarde

Quando era criança, achava bom passar mal na escola uma vez ou outra, ainda que de mentirinha, pois chegava em casa bem na hora do "Vale a pena ver de novo".. Conseguia assistir um pouquinho da reprise das novelas.. Era a hora em que o avô coava o café da tarde. Tentava ver a Sônia Braga de Gabriela, mas a mãe não gostava que eu visse - e hoje entendo porque.. : "Vai deitar, menina, que você está passando mal"! - e eu só ficava ouvindo de longe: "Ô Gabrieeeeeeela"! enquanto tomava meu café quentinho na cozinha..

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pepsis e redes da minha infância

Acordei me lembrando que por volta dos meus sete anos decidi fugir de casa. Não porque fosse mal tratada ou me faltasse carinho, mas porque era egoísta e não queria dividir mais nada com meus irmãos. Desisti da idéia quando meu avô me ofereceu uma Pepsi a caminho da porta da sala. Por estes motivos inexplicáveis que orientam as escolhas de cada dia, em casa quando se bebia refrigerante, a eleita era sempre Pepsi. Meu avô lavava a garrafa, fazia um furinho com um prego na tampinha e bebíamos o refrigerante colocando um canudinho ali dentro, enquanto nos balançávamos tresloucadamente em redes de pano. As redes eram listradas, coloridas, colocadas de frente uma para a outra. Passávamos horas ali em cima, brincando de mil coisas. Numa ocasião elas eram naves, foguetes, aviões. Em outras eram cavalos, carros e motos. Também se transformavam em trapézios.. Em outros momentos elas eram apenas redes mesmo! Onde nos sentávamos pra bebericar nossas Pepsis geladas até o enjoo chegar, afinal, refrigerantes balançavam muito dentro das barrigas de dois irmãos que quase não se cansavam de brincar! Sinto saudade dessa época quando nossas vidas eram tão conectadas. Embora naquela idade eu achasse que não queria dividir nada com eles,  foi essa convivência que me fez ser uma pessoa melhor hoje em dia. Essa vivência de Pepsis e redes na infância..