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domingo, 8 de janeiro de 2012

Acorde teu coração!


“Silêncio, meu coração adormeceu”!
(Então é hora de acordá-lo honey..)
Nos últimos dois dias fiquei pensando sobre a maneira pela qual nossos relacionamentos antigos ainda podem interferir em nossas vidas. Principalmente depois de conversar brevemente no sábado com uma amiga muito querida eu fiquei me perguntando se nossas “velhas” histórias – felizes ou não - podem definir a maneira com que nos relacionamos com outras pessoas..  Nossas memórias podem ter “estragado” quem somos hoje?
Essa pergunta ficou dando voltas e mais voltas na minha mente, de modo que eu dormi com este questionamento e acordei hoje com essa  mesma idéia circulando pela minha cabeça..
Acredito que as lembranças que trazemos de outros relacionamentos devam servir como aprendizado do que deu certo e do que não deu certo no convívio com o outro, mas não podem tornar-se prisões onde nos encarceramos, até porque o outro de hoje não é o mesmo de ontem.  As pessoas são diferentes e nessa diferença reside a possibilidade – a ESPERANÇA – de que agora poderemos ser felizes. Se nos ativermos somente aos erros, às dores e às cicatrizes corremos o risco de nunca nos curarmos por completo e, mais serio que isso, corremos  o risco de apodrecermos toda e qualquer outra chance que tivermos de ser FELIZES.
Assim como não queremos ser penalizados pelos dissabores que nossos pares tiveram em historias anteriores, não temos o direito de penalizar aquele/aquela que está junto de nós, penalizá-los pelos nossos erros do passado... ou essa “nova” historia será uma reprise da antiga, com você atacando o outro, se defendendo e atacando, se defendendo e atacando, dando tiros nos pés.. você não vai caminhar, não poderá caminhar.. e ainda corre o risco de impedir que o “teu” outro caminhe, pois terá que lidar contigo na sua não-caminhância-escolhida-procurada-indesejável..

 
Você pode virar pra mim e dizer que teu caso não é este, afinal não existe nenhum outro. Mas existe VOCÊ e um alguém – em algum lugar – que precisa de ti. E este encontro só deverá acontecer se estiveres curado de si mesmo e de seu passado.
Nossas histórias são incompletas.. sempre serão..é bom que seja assim..  para que possamos mudar os finais.. trabalhar para que tenham finais felizes.. não é isso que perseguimos desde crianças? Belas histórias – mesmo que cheias de percalços  e dramas – com finais felizes?
 Sou a favor de que não sejamos sabotadores de nós mesmos.. já existe tanta dificuldade por ai.. não é necessário que elas também se façam presentes dentro de nós!
Xô lembranças ruins de relacionamentos fracassados, topadas com o dedão no sofá da sala, xarope amargo na língua.. estaremos prontos pra um futuro FABULOSO pelo qual lutaremos incansavelmente!!
Acorde teu coração sonolento agora mesmo!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ms de minha vida

Indo para o trabalho hoje à tarde eu passei em frente a uma loja que levava o sobrenome - incomum - de uma garota com quem estudei no Ensino Médio. Ao ler aquele nome eu fui imediatamente transportada para o ano de 1998, quando nós estávamos concluindo o curso; tínhamos 17 ou 18 anos  e nesta idade a vida ainda não tinha se mostrado carregada de tensões. Nossos problemas mais sérios eram as provas, inscrições para o vestibular, despedidas de colegas de turma, no máximo um namoro terminado ou a separação de alguns pais... era o tempo das calças saint-tropez coloridas em tons de néon (já falei disso aqui), tempos de Skank, tempos de descobertas.. amizades que se proclamavam eternas, mas que não venceram sequer o ano seguinte, cada um tão ocupado em se fazer gente grande..
A menina de que me lembrei  chamou a atenção de todos nós, na escola, porque aos dezessete anos havia começado a namorar um homem de 33 anos e logo ficou grávida.. casaram-se e ela perdeu o bebê por volta dos 7 meses de gestação. O casamento terminou, ela não concluiu os seus estudos e em breve ninguém mais se lembrava dela. Nem mesmo eu.. fui despertada para sua lembrança por causa de uma placa comercial que levava seu sobrenome.. quase 14 anos depois essa história volta à minha mente e me faz pensar no que lhe aconteceu depois de tanto tempo. As marcas que o passado lhe deixou teriam sido profundas demais? Que rumo deu a sua vida, depois do sofrimento a que foi precocemente submetida?
Enquanto nos preocupávamos com shows, namoros, exames admissionais em faculdades ela teve que lidar com um relacionamento verdadeiramente conturbado (não era nada daquele nosso sofrimento platônico por alguém ou mesmo a montanha-russa de nossos namoros adolescentes), a possibilidade de ter um filho, esperá-lo por vários meses e ainda assim não ter tido a chance de vê-lo em seus braços.. a história de M revirada assim na minha cabeça, por causa de uma simples placa, fez com que eu me sentisse um tanto mal por nunca mais tê-la visto, sequer ter me dignado a procurá-la, saber de suas histórias, ajudá-la de alguma maneira.. Algumas pessoas ficam pelo caminho, nos perdemos.. Por vezes podemos julgar que tenham sido sem importância, mas lembrar delas tanto tempo depois não significa algo? Tive muitas e muitos Ms em minha vida! Lembranças que do nada são avivadas me confundem um pouco. Por onde andarão?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Conversa fiada

Nós mulheres temos mesmo o dom de complicar todas as coisas.. não é a primeira vez que me pego dando voltas e mais voltas pra comunicar, pedir ou reclamar de alguma coisa com meu marido. Também não é a primeira vez que ele faz piada sobre isso. E eu, pra te falar a verdade, acho bom.. porque me desconcerta, me desanuvia, me desmonta. Principalmente quando é alguma coisa que pode virar briga e ele me faz ver que estou errada, sem precisar que gastemos horas e horas numa DR desnecessária.. às vezes basta um sorriso pra eu enxergar que a TPM está chegando e que ele merece sim um super abraço por me aturar completamente tresloucada. O bom da vida a dois é que ela te surpreende!! Conversa fiada pode se tornar pretexto pra boas gargalhadas.. cumplicidade que se estabelece e diminui o risco de rugas precoces.. os dermatologistas deviam prescrever tal fórmula!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Amigas

Saindo do trabalho passei no supermercado pra fazer um pouco mais do que compras: saquei dinheiro e paguei contas. Bendita seja a época em que os supermercados tornaram-se pólos de muitos dos afazeres da dona de casa pós-moderna.. não basta comprar legumes, temos que sacar a grana e pagar a conta de telefone (essencial para dar continuidade às conversas que alegram nossos dias, mesmo quando geograficamente elas não são possíveis). Sai do trabalho correndo, parei na universidade para resolver umas cositas e voei pro mercado, porque tinha que dar cabo do resto das coisas até as 17h. Quando me preparava pra começar a fazer minhas comprinhas (e quem me conhece sabe que eu detesto supermercados assim como detesto o verão) ouvi uma vozinha familiar  me chamando pelo nome e logo pensei (naqueles dois segundos que estatelam nossos neurônios): "Isso vai me atrasar"!! Fiquei morta de vergonha quando me dei conta de que estava fazendo careta (eu tenho essa péssima mania de franzir a testa e apertar os olhos quando estou contrariada - é quase um espasmo involuntário..) pra uma amiga querida (querida mesmo) e com quem eu não me encontrava tipo ha uns quatro anos.. Aquilo foi um castigo pela minha careta, tenho certeza.. era uma das amigas de faculdade, daquelas com quem a gente tem crises e mais crises de riso sem motivo algum, uma daquelas com quem você vai matar aula na cantina e só fica falando bobagens que envolvem os nomes dos professores, uma daquelas com quem você vai pras melhores (e piores) festas do Diretório Acadêmico, uma daquelas com quem você arrumou trabalhos idiotas só pra ter grana pra estar nas tais festas.. era ela.. uma delas.. a que tinha se casado e sido mãe antes de todas as outras.. a que tinha vivido experiências incríveis quando nós ainda estávamos às voltas com as maluquices da juventude pseudo-intelectual, cult, bla bla bla.. foi incrível encontrá-la e foi incrível ver que ela me reconheceu de longe (mesmo fazendo caretas), porque estou loira e ela ainda não tinha me visto assim.. foi incrível porque vi que ela ficou tão feliz de me encontrar quanto eu fiquei feliz de reencontrá-la. Fomos sinceras, carinhosas e apressadas. Tudo como deve ser. Boas amigas a quem a vida levou longe demais (sua maior conquista, a filha, já tem 5 anos), mas que não se esqueceram do carinho sentido, das experiências vividas, de terem crescido!!!  Sim, foi muito bom vê-la em meio a torradas e croissants querida!!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pérola

Sábado eu e meu marido participamos das comemorações pelas Bodas de Pérola (30 anos) dos tios dele. Achei toda a cerimônia religiosa (na Igreja Metodista) linda, assim como a festa. O que me chamou atenção em tudo aquilo foi o carinho com que cada momento foi planejado e celebrado. A presença dos filhos (que inclusive cantaram para os pais), a nova troca das alianças, as juras de amor reafirmadas.. foi tudo de uma delicadeza extrema e eu fiquei muito emocionada de estar ali, presenciando aquilo tudo. Me senti um pouco intrusa na comemoração da família, pois ainda os conheço tão pouco, mas emocionada de ver um amor "de carne e osso" durar daquela  maneira. Claro que eles devem ter tido algumas dificuldades, mas acreditaram que podiam viver JUNTOS. E construiram uma relação linda.. melhor do que as que vemos no cinema, pois é real. Eu sempre admiro esses casamentos em que a amizade, o respeito e o amor permanecem apesar do passar do tempo. É nisso que devemos nos focar meninas e meninos.. O outro (escolhido) deve ser uma pérola em nossas vidas.. eu quero pra minha vida esse amor real, construído a cada dia, lapidado pelas adversidades, fortalecido pela convivência.. como eu conversava outro dia com uma amiga, não tenho a ilusão de que basta um amor e uma cabana, mas também não quero ser tão racional em relação ao amor, a ponto de esperar que exista uma casa, cachorro, carro, conta bancária a gorda na frente de tudo.. estou na porta da cabana com um pé lá dentro, outro cá fora, mas agarrada ao meu amor.. porque JUNTOS podemos tudo.. e hoje, no dia do meu aniversário quero celebrar o amor: o amor de meus pais (findado) mas que me gerou, o amor dos meus irmãos maravilhosos, o amor dos poucos amigos (mesmo que de longe), o amor do meu marido, o meu amor pela vida.. tenho muitas pérolas.. preservadas com muito carinho no coração. VAMOS COMEMORAR O AMOR!! SEMPRE EM NOSSAS VIDAS MALUCAS E CORRIDAS, VAMOS AMAR..

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Carinho

Andei pensando sobre a importância de carinho em nossas vidas... cheguei à conclusão que posso viver sem muitas coisas, mas sem carinho não dá! 

Carinho vai além de abraços e beijos, demonstrações explícitas do querer bem... ele chega de mansinho num gesto simples como apertar as mãos, piscar os olhos cumplicemente ou simplesmente ficar sentado ao lado de quem te ama silenciando reciprocamente quando a pessoa precisa disso... dar carinho é ser compreensivo, é não esperar muita coisa em troca por este teu comportamento, é se doar mesmo que para isso você tenha que olhar pro outro antes de olhar pra si mesmo...

Ser carinhoso é ligar no meio do dia apenas pra dizer que leu ou viu algo que te fez lembrar do outro, é até mesmo guardar uma comidinha mais gostosa comprada ou preparada de última hora...

É cuidar da casa com amor, das roupas com cuidado, é demonstrar sem vergonha que aquela pessoa é importante para ti.. são pequenas delicadezas que aquecem o coração, enriquecem a boa memória, criam sorrisos em nossos lábios.

São pequeninos detalhes que afastam os rancores, nos dão coragem frente aos problemas e tornam o mundo melhor!!!

O que estamos esperando então para sermos mais carinhosos por ai??





sábado, 30 de julho de 2011

Fragilidade

Diz o ditado que leva-se uma vida inteira para se conhecer alguém.. Na verdade eu acho que nunca conhecemos alguém. Ainda fico perplexa com a capacidade que algumas pessoas têm para me ferir. São nos pequenos esquecimentos ou nas pequenas demonstrações de desprezo é que as pessoas mais próximas (e portanto as mais queridas) mais me machucam. Pois nas ocasiões em que isso se faz grande eu ainda busco encontrar um motivo, uma razão.. nas pequenas, porém, eu me surpreendo. Como é que em um dado momento em que seria tão simples (quase natural) ter atitudes de consideração e carinho pode-se passar por cima do outro como um trator? Muito fácil justificar os deslizes, mas tão difícil fazer com que essas desculpas calem a dor sentida, as feridas abertas e quase nem percebidas... No final das contas eu sempre soube: relacionamentos são muito frágeis. Andamos numa corda bamba, o tempo todo..