Minha mente é cheia de "post-it" que nunca perdem a cola. Estão lá desde sempre. Alguns são felizes, outros encorajadores. Mas também existem aqueles do tipo "gato escaldado tem medo de água fria", são os que me lembram que não é bom brincar com fogo e até mesmo que existem certas amizades puramente "oncíferas" - das boas e velhas amigas da onça.. O fato é que estes lembretezinhos auto-adesivos (tem hifen aqui ou não? Não consigo memorizar as "novas" regras, há resistência em mim!) se amontoam em minha cabeça - imagino o prisma de cores "postitais" ali dentro. No entanto, sempre existe espaço para mais um.. eles vão se apertando, sobrepondo-se uns aos outros - será que é nessa hora que minha cabeça começa a doer? - espremendo-se e de repente.. fica tudo "organizado" outra vez. Claro que é uma "organização" muito específica e que quem olhasse com outros olhos que não fossem os meus, poderia não entender nada. É que eu sou mesmo assim: às vezes incompreensível, às vezes previsível, às vezes divertida e muitas vezes enjoada. Defendo-me, porém, dizendo que, meu estado de espírito, geralmente está ligado ao tipo de post-it que foi pra frente do murundu de adesivinhos que estão dentro de mim. Impossível negar a força das memórias. São elas que nos ensinam, que nos estimulam, que nos fazem fugir ou esconder. Já falei um pouco em outro post sobre o "peso" do passado, quem lê o blog deve se lembrar.. Memórias são fios de todas as cores - no meu caso prefiro incorporar a idéia dos post-it! - conectados e ao mesmo tempo embolados, podendo fazer a coisa toda funcionar ou dar um tremendo de um choque! Minhas recordações compõem aquela que hoje sou.. com elas aprendi, cresci, mudei. Muitas outras experiências serão incorporadas à babel de minhas lembranças e por isso sei que no futuro serei uma pessoa ainda mais difrente da que já sou, talvez melhor, espero que sim. O bom de viver é que a gente muda. Ainda bem que mudamos. Embora existam aqueles que resistam - mais do que eu às "novas" regras ortográficas - resistam a todo e qualquer tipo de mudança que possa fazer com que se tornem pessoas ao menos mais "palatáveis".. preferem o azedo.. puro limão.. Volto a dizer, uma coisa é você ser feito de histórias, histórias que te empurram pra outros cantos.. outra coisa é você permitir que estas histórias te façam ver as mesmas cenas sempre e sempre, sem que nada se modifique. Ops, lá vou eu me perdendo do foco.. meus post-it!! Esta noite tive um sonho muito estranho: sonhei que o lugar onde estava havia sido todo desolado por algum tipo de situação da qual não me recordo. A casa estava no chão, mas todos os móveis e objetos intactos. Eu precisa escolher o que tirar dali, havia pouco tempo para me decidir. Sem nem pensar duas vezes corri até o armário onde eu guaradava as fotografias da família e de meu casamento e levava comigo as fotos e alguns documentos, dentre eles minha certidão de nascimento e a de casamento. E eu ia embora, tranquila. Sem peso na consciência por deixar todo o resto. Numa interpretação "daniellística" do sonho ouso dizer que é o que me importa, sempre, minhas raízes, minha história, minhas lembranças. Lembranças que se tornam identidade. Experiências que me são tão caras.. sempre! Por isso nesta manhã, antes de preparar o almoço - cujo desenrolar resultou em uma unha cortada - resolvi evocar meus post-it mentais.. eles são meus documentos verdadeiros!!!
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
Post-it mentais
Minha mente é cheia de "post-it" que nunca perdem a cola. Estão lá desde sempre. Alguns são felizes, outros encorajadores. Mas também existem aqueles do tipo "gato escaldado tem medo de água fria", são os que me lembram que não é bom brincar com fogo e até mesmo que existem certas amizades puramente "oncíferas" - das boas e velhas amigas da onça.. O fato é que estes lembretezinhos auto-adesivos (tem hifen aqui ou não? Não consigo memorizar as "novas" regras, há resistência em mim!) se amontoam em minha cabeça - imagino o prisma de cores "postitais" ali dentro. No entanto, sempre existe espaço para mais um.. eles vão se apertando, sobrepondo-se uns aos outros - será que é nessa hora que minha cabeça começa a doer? - espremendo-se e de repente.. fica tudo "organizado" outra vez. Claro que é uma "organização" muito específica e que quem olhasse com outros olhos que não fossem os meus, poderia não entender nada. É que eu sou mesmo assim: às vezes incompreensível, às vezes previsível, às vezes divertida e muitas vezes enjoada. Defendo-me, porém, dizendo que, meu estado de espírito, geralmente está ligado ao tipo de post-it que foi pra frente do murundu de adesivinhos que estão dentro de mim. Impossível negar a força das memórias. São elas que nos ensinam, que nos estimulam, que nos fazem fugir ou esconder. Já falei um pouco em outro post sobre o "peso" do passado, quem lê o blog deve se lembrar.. Memórias são fios de todas as cores - no meu caso prefiro incorporar a idéia dos post-it! - conectados e ao mesmo tempo embolados, podendo fazer a coisa toda funcionar ou dar um tremendo de um choque! Minhas recordações compõem aquela que hoje sou.. com elas aprendi, cresci, mudei. Muitas outras experiências serão incorporadas à babel de minhas lembranças e por isso sei que no futuro serei uma pessoa ainda mais difrente da que já sou, talvez melhor, espero que sim. O bom de viver é que a gente muda. Ainda bem que mudamos. Embora existam aqueles que resistam - mais do que eu às "novas" regras ortográficas - resistam a todo e qualquer tipo de mudança que possa fazer com que se tornem pessoas ao menos mais "palatáveis".. preferem o azedo.. puro limão.. Volto a dizer, uma coisa é você ser feito de histórias, histórias que te empurram pra outros cantos.. outra coisa é você permitir que estas histórias te façam ver as mesmas cenas sempre e sempre, sem que nada se modifique. Ops, lá vou eu me perdendo do foco.. meus post-it!! Esta noite tive um sonho muito estranho: sonhei que o lugar onde estava havia sido todo desolado por algum tipo de situação da qual não me recordo. A casa estava no chão, mas todos os móveis e objetos intactos. Eu precisa escolher o que tirar dali, havia pouco tempo para me decidir. Sem nem pensar duas vezes corri até o armário onde eu guaradava as fotografias da família e de meu casamento e levava comigo as fotos e alguns documentos, dentre eles minha certidão de nascimento e a de casamento. E eu ia embora, tranquila. Sem peso na consciência por deixar todo o resto. Numa interpretação "daniellística" do sonho ouso dizer que é o que me importa, sempre, minhas raízes, minha história, minhas lembranças. Lembranças que se tornam identidade. Experiências que me são tão caras.. sempre! Por isso nesta manhã, antes de preparar o almoço - cujo desenrolar resultou em uma unha cortada - resolvi evocar meus post-it mentais.. eles são meus documentos verdadeiros!!!sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Três irmãos
Meus irmãos sempre foram referências em minha vida.. com eles aprendi a amar, odiar, brincar, brigar, ter ciume, compartilhar, fazer amigos, fazer inimigos, esconder, achar, inventar.. com eles eu cresci! Olhando pra trás enxergo que os melhores momentos de minha vida se passaram ao redor deles, com eles, por causa deles.. Desde sempre foram o meu "outro" mais próximo e isso foi de grande importância para que eu me tornasse quem sou. Não consigo imaginar como seria minha vida se eles não existissem.. eu jamais teria aprendido a andar de bicicleta e de patins, não teria tido meu dedinho deslocado aos onze anos numa brincadeira-briga e não teria encenado histórias e mais histórias de Peter Pan (eu sempre queria ser a Wendy, como as coisas mudam, hoje a considero tão chatinha..). Também não teria escrito cartas terríveis com esmalte vermelho para deixar na porta dos vizinhos ou apertado o interfone de todos os apartamentos do prédio só pra escutar aquela babel de vozes desencontradas enquanto saíamos correndo pela escada.. Se não tivesse crescido com eles eu não teria brigado pela atenção de nossos pais, não teria chorado com eles depois de um castigo injusto e também não teria implicado com o menor ou com a maior deles.. Não teria aprendido algumas coisas sobre o mundo dos meninos e da molecada (brincar na rua de casa com seu irmão mais novo te ensina a lutar, eu vivia ralada), assim como também não teria aprendido a gostar de boa música e a importância de maquiagem (com minha irmã mais velha as lições sempre foram as mais variadas).. não teria assistido a filmes de terror só pra depois dormir enroscada neles.. não teríamos tido catapora, caxumba e coqueluche ao mesmo tempo (era consolador ver que mais gente sofria ao me lado!!).. Incrível crescer ao lado destes dois porque de tão diferentes um do outro eram também muito parecidos.. Eram (SÃO) meus grandes amores, por quem eu faria qualquer coisa!! A qualquer momento.. é por isso que me devora o coração vê-los passando por alguns reveses em certos momentos da vida.. queria ser grande, forte e poderosa para mantê-los intocados pelas incertezas, tristezas e pesares.. sendo apenas a irmã do meio eu só consigo falar do meu amor imenso pelos dois e orar para que Deus continue cuidando de suas vidas e de seus sonhos.. para que continuem sendo as pessoas mais maravilhosas que eu ganhei, apenas por ter nascido Vieira!!
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