segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Amigas

Saindo do trabalho passei no supermercado pra fazer um pouco mais do que compras: saquei dinheiro e paguei contas. Bendita seja a época em que os supermercados tornaram-se pólos de muitos dos afazeres da dona de casa pós-moderna.. não basta comprar legumes, temos que sacar a grana e pagar a conta de telefone (essencial para dar continuidade às conversas que alegram nossos dias, mesmo quando geograficamente elas não são possíveis). Sai do trabalho correndo, parei na universidade para resolver umas cositas e voei pro mercado, porque tinha que dar cabo do resto das coisas até as 17h. Quando me preparava pra começar a fazer minhas comprinhas (e quem me conhece sabe que eu detesto supermercados assim como detesto o verão) ouvi uma vozinha familiar  me chamando pelo nome e logo pensei (naqueles dois segundos que estatelam nossos neurônios): "Isso vai me atrasar"!! Fiquei morta de vergonha quando me dei conta de que estava fazendo careta (eu tenho essa péssima mania de franzir a testa e apertar os olhos quando estou contrariada - é quase um espasmo involuntário..) pra uma amiga querida (querida mesmo) e com quem eu não me encontrava tipo ha uns quatro anos.. Aquilo foi um castigo pela minha careta, tenho certeza.. era uma das amigas de faculdade, daquelas com quem a gente tem crises e mais crises de riso sem motivo algum, uma daquelas com quem você vai matar aula na cantina e só fica falando bobagens que envolvem os nomes dos professores, uma daquelas com quem você vai pras melhores (e piores) festas do Diretório Acadêmico, uma daquelas com quem você arrumou trabalhos idiotas só pra ter grana pra estar nas tais festas.. era ela.. uma delas.. a que tinha se casado e sido mãe antes de todas as outras.. a que tinha vivido experiências incríveis quando nós ainda estávamos às voltas com as maluquices da juventude pseudo-intelectual, cult, bla bla bla.. foi incrível encontrá-la e foi incrível ver que ela me reconheceu de longe (mesmo fazendo caretas), porque estou loira e ela ainda não tinha me visto assim.. foi incrível porque vi que ela ficou tão feliz de me encontrar quanto eu fiquei feliz de reencontrá-la. Fomos sinceras, carinhosas e apressadas. Tudo como deve ser. Boas amigas a quem a vida levou longe demais (sua maior conquista, a filha, já tem 5 anos), mas que não se esqueceram do carinho sentido, das experiências vividas, de terem crescido!!!  Sim, foi muito bom vê-la em meio a torradas e croissants querida!!!!

2 comentários:

  1. Nossa, amiga. Como o tempo nos consome, não é? Poxa, já me senti assim como você. Às vezes peço a Deus para a pessoa não me ver porque o tempo é curto demais. Mas acho que perdemos muito com isso, pois há pessoas que são tão especiais. Bjs.

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  2. Pura verdade.. a gente passou a viver em função do relógio.. calculamos minutos, segundos, frações de segundos.. uma loucura.. o pior é que a gente até se esquece de como as pessoas nos fazem falta.. nos acostumamos com a falta..

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