Pra começar, hoje é dia dos namorados.. dia em que muitas pessoas sentem-se na obrigação de representar com maior qualidade o papel de namorado/namorada. Na verdade, o dia dos namorados deve ser todos os dias da vida de um casal. Penso que não faz muito sentido tratarem-se mal o ano inteiro, para que no dia 12 de junho sintam-se obrigados a trocar presentes ou fazer algum programa diferente. O romance não deve se perder em meio a rotina. As juras de amor - deliciosas - não devem deixar de ser pronunciadas. O amor não tem data marcada pra se mostrar. Enquanto ficamos desesperados com a busca pelo presente perfeito - ainda bem que não engrosso o coro dos que saem desvairados atrás de badulaques amorosos com que presentear o outro - podemos estar tentando camuflar uma certa dose de frustrações para com o dia a dia: "hoje tem que ser um dia perfeito".. e todos os outros dias? Não têm que ser bons? Mais valioso pra mim é o carinho que se expressa no cotidiano, é a mão agarrada a tua quando tem medo, é a palavra de incentivo quando nem você mesma acredita mais em si.. Mais valioso pra mim é me esperar pra comermos juntos, mesmo quando estou bem atrasada para almoçarmos, é cuidar de alguma coisa que ele sabe que não posso ou não gosto de fazer. Mais valioso pra mim é acordar com brincadeiras, sorrisos, alegria! Não existe presente no mundo que se equipare a cumplicidade que podemos ter.. porque aí o dia a dia se torna abençoado por mínimos - e preciosos - presentes.. claro que um mimo é bem vindo.. quem não gosta de presentes? Apenas não entendo as pessoas que colocam essas coisas a frente do que realmente importa. Prefiro um presente a cada cem anos se tiver dias inteiros de amor.. penso que muitas vezes priorizamos coisas erradas na vida e por isso mesmo não enxergamos aquilo que realmente importa.. Ainda bem que existem lentes-mágicas que nos fazem enxergar o que é intenso, profundo, real. Não gostaria nadinha de estar hipnotizada pelos apelos televisivos e outdorianos do amor de um dia só..Meu amor é de todos os dias, nossa alegria é pra sempre!!!! E graças a Deus por isso!!! Feliz DIAS dos namorados AMOR!!
terça-feira, 12 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Pepsis e redes da minha infância
Acordei me lembrando que por volta dos meus sete anos decidi fugir de casa. Não porque fosse mal tratada ou me faltasse carinho, mas porque era egoísta e não queria dividir mais nada com meus irmãos. Desisti da idéia quando meu avô me ofereceu uma Pepsi a caminho da porta da sala. Por estes motivos inexplicáveis que orientam as escolhas de cada dia, em casa quando se bebia refrigerante, a eleita era sempre Pepsi. Meu avô lavava a garrafa, fazia um furinho com um prego na tampinha e bebíamos o refrigerante colocando um canudinho ali dentro, enquanto nos balançávamos tresloucadamente em redes de pano. As redes eram listradas, coloridas, colocadas de frente uma para a outra. Passávamos horas ali em cima, brincando de mil coisas. Numa ocasião elas eram naves, foguetes, aviões. Em outras eram cavalos, carros e motos. Também se transformavam em trapézios.. Em outros momentos elas eram apenas redes mesmo! Onde nos sentávamos pra bebericar nossas Pepsis geladas até o enjoo chegar, afinal, refrigerantes balançavam muito dentro das barrigas de dois irmãos que quase não se cansavam de brincar! Sinto saudade dessa época quando nossas vidas eram tão conectadas. Embora naquela idade eu achasse que não queria dividir nada com eles, foi essa convivência que me fez ser uma pessoa melhor hoje em dia. Essa vivência de Pepsis e redes na infância..
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Nada
Frio, política, nervos, mel. Loucura? Caixa, suor, pé, folhas, peixe, açúcar, cama. Entendeu? Eu nunca entendo nada. Estúpida água nos olhos. Nunca entendo nada. Ouvidos surdos. Boca muda. Nunca entendo nada. Não faço nada. Se voce não entende nada, corra atrás das próteses que são vendidas para se compreender a realidade: vidas inventadas, romances, tramas desconectadas. Lentes para enxergar cor na vida real, onde ninguém entende nada. Onde ninguém se entende. Onde ninguém se ouve. Onde todos competem em guerras de nervos. Onde todos são surdos e insuportáveis. É quando você silencia. Cala. Dorme. Liga a TV. Fecha os olhos. E escuta: garrafa, fel, buraco, analgésico, sono.. apenas pra continuar não entendendo nada. Esforço para continuar ouvindo algo compreensível. Entende?
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