quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Reflexo médico

Num dia destes eu prometo que vou me focar. Por enquanto deixa tudo assim disperso, meio às avessas que dá certo. Deixe que o dia passe e a vontade termine ou cresça, só não deixe que as lágrimas caiam. Melhor mesmo ficar assim anestesiada, querendo mel e hortelã, um pouco de doce ardendo na língua. Nem eu mesma gosto, mas é assim que desce, o importante é seguir em frente sem parar jamais. Tem dias em que não dá pra pensar nada, nem sonho dá pra sonhar, porque a noite é rápida e não sentir nada é a melhor opção. Dá pra sorrir em algumas conversas, com algumas pessoas dá pra  ficar entediada. Mas você tem senso de responsabilidade, é educada e sabe se comportar, dançar conforme a música, encontra-se bem afinada. Não quer  dizer que por dentro esteja pulsando, mas não dá pra pulsar sempre. 
Tem horas que é melhor NÃO SENTIR NADA. Abre bastante os olhos que vai passar a criançada correndo, gritando, chupando balas, é a cena mais linda de se ver por aqui, não dá pra sofrer assim, vendo essa molecada crescer, sorrir, chorar. O melhor do adulto é o tempo que ele passa criança, imaginando os sonhos da vida inteira, que o acompanham. Às vezes se calam, mas continuam lá, acarinhando a alma, quando ela fica pequenininha, indiferente, calada. Hoje é dia de comer salada, manter a boca fechada. Cruze as pernas assim meio de lado, porque assim é mais educado, você vai sorrir e falar quando te for solicitado. Passa o dia, vai. Chega a noite, vem. Dá-me mais um comprimido adocicado que vou ter um sono abençoado e acordar amanhã de manhã pra mais um dia meu. Vida comprida!!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Oração de todos os dias



Eu não quero me acostumar com a violência, com a mentira, com a traição, com a dor, com as injustiças.
Não posso achar essas coisas normais.
Minha oração nesse dia é para que Deus não me deixe endurecer. Pra que Ele me use como ajudadora daqueles que precisam de mim. Pra que eu tenha as palavras certas – não minhas, mas Dele – na hora em que eu precisar consolar alguém. 
Que Ele me use para dar carinho.
Que eu consiga proteger, cuidar, amar. Amém. 
Senhor, cuida dessas crianças, meu Pai. Cuida dessas crianças que têm se perdido em meio às drogas, em meio à violência, ao sexo. Cuida dessas crianças que têm vivido coisas duras demais. Cuida dessas crianças que sofrem, que doem, que choram, que não têm ajuda, que gritam por socorro. Cuida dessas crianças que erram. Cuida dessas crianças que não temos cuidado, que não temos protegido de nós mesmos. Cuida dessas crianças que têm sua infância saqueada. Cuida dessas crianças que têm seus sonhos roubados. Cuida dessas crianças que perdem a inocência porque o mundo pesa sua mão sobre elas. Amém.
Renova nossos sonhos apesar da dureza deste mundo, meu Deus.. Amém.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Romeu e Julieta

Poucas vezes na vida temos a oportunidade de ver como é que nasce o amor dos outros.. o que é uma pena, pois é algo lindo de se ver, em qualquer idade. Há alguns dias tenho observado um casalzinho de adolescentes se aproximando.. confesso que ao notar o cheirinho de amor no ar comecei a prestar mais atenção em cada um dos passos destes dois. Primeiro porque é meu dever, devido ao trabalho, tomar conta pra que nenhum excesso ocorra (ah os desvarios do amor..) e em segundo lugar porque é bonitinho demais ver como as mãos vão se aproximando, perceber como os sorrisos vão se falando e enxergar de que maneira as palavras se tornam desnecessárias diante da vontade que se tem de estar perto do outro sem que os demais percebam o que está acontecendo.. e é exatamente aí que eles dão a maior bola do que começam a viver.. Aos poucos eu fui notando que se afastaram dos colegas e que agoram comem juntos, tentam se fazer parecer enfadados um do outro (amor-segredo é bandeiroso como sempre..) e ficam ali lado a lado durante todo o intervalo, simplesmente desfrutando da presença daquele/daquela com quem querem passar todo o resto das aulas.. Daqui a pouco não será mais possível negar o envolvimento.. pelo pouco que conheço dos dois não será um amor fácil de levar adiante.. as famílias podem não aceitar.. existem diferenças de peso envolvidas ali.. mas nem por isso meu Romeu e minha Julieta adolescentes deixam de ser menos admiráveis enquanto se descobrem enamorados.. Fiquei pensando nas juras de amor que em breve irão trocar, nas manobras que terão que criar para conseguirem se ver.. e minha cabeça começou a voar.. por certo todos os amores parecem eternos.. e quando somos adolescentes tudo é tão definitivo - até que mude a estação e mudem nossos pensamentos.. Como este amor vai se desenrolar? Quantas vezes ainda passarão por este aproximar de mãos, rostos, sorrisos? Quantas vezes ainda acharão que "este sim é para sempre"? Quantas vezes serão consolados por um "para sempre" que se mostrou breve demais?? Vale à pena enxergar a esperança destes Romeus e Julietas adolescentes por detrás de suas fugidias aproximações.. quando até mesmo um recreiozinho de quinze minutos numa manhã de inverno nos mostra que vale à pena sim acreditar no amor.. em qualquer tempo, em qualquer idade..

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Nunca desista..

"Nunca desista das coisas que fazem você sorrir"!
A frase é perfeita, embora na "vida real" o discurso nem sempre possa ser tão otimista quanto o texto.
Às vezes é difícil que o bom ânimo resista a um período - interminável - de TPM, doencinhas ou falta de grana. Às vezes é difícil aturar uma dieta que não apresenta resultados, a força de vontade quase nula, o - péssimo - hábito da procrastinação - adiar e adiar e adiar tudo aquilo que você sabe que TEM que fazer.
Todas estas pequeninas coisas, somadas a outras tantas - tão maiores - fazem com que aos poucos nossos sorrisos murchem, até ficarem tão pequenininhos que já não podemos mais encontrá-los. Esses dias eu estava assistindo a uma antiga série de televisão, que amo de paixão, e fui surpreendida por uma observação do meu marido:
-"Se a série é tão engraçada e todo mundo ri no fundo, por que você fica assistindo o tempo todo com essa cara tão séria"?
Bomba hiroshimiana jogada dentro de  mim!!
Não sei se ele percebeu o impacto do que disse - acho mesmo que não - afinal eu disfarço bem minhas impressões.. mas o fato é que ele me fez ver - e olha que não foi a primeira vez.. - que ando séria demais, preocupada demais, tensa demais.. demais, demais, demais.. precisando me tornar mais leve.. 
Talvez eu esteja abrindo mão das coisas que me fazem sorrir. Nunca há temmpo, nunca é conveniente ou adequado. Nunca é possível. Os motivos para evitar sorrisos? Tantos que me faltariam dedos nas mãos para enumerá-los.. mas essa não é uma particularidade minha, o mundo inteiro precisa reencontrar esssa alegria despreocupada de um final de tarde com sorvete, de uma história contada em meio a risadas, de um cheirinho de bolo perfumando a casa.. Sorrisos que eram produzidos em larga escala na infância - por isso amo me lembrar das baguncinhas desta  fase - e que agora já são raros.. quase se tornaram sinônimo de imaturidade.. O preço que pagamos por nos tornar adultos é caro demais. Abrimos mão das coisas que nos fazem sorrir.. deixamos pra trás a bobeira tresloucada e juvenil de madrugadas passadas em claro apenas para compartilhar histórias e mais histórias, viagens feitas sem planejamento, passeios inesperados, entardecer sentados na grama assistindo ao pôr-do-sol.. desenho animado na televisão, pote de sorvete, colherada de brigadeiro, beijo na boca, andar de mãos dadas..
O que te faz sorrir? Ainda consegue se lembrar?
A partir de hoje quero resgatar meus sorrisos.. eles devem estar escondidos por aí, atrás das cortinas do quarto, debochando singelamente de mim..

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As novelinhas da tarde

Quando era criança, achava bom passar mal na escola uma vez ou outra, ainda que de mentirinha, pois chegava em casa bem na hora do "Vale a pena ver de novo".. Conseguia assistir um pouquinho da reprise das novelas.. Era a hora em que o avô coava o café da tarde. Tentava ver a Sônia Braga de Gabriela, mas a mãe não gostava que eu visse - e hoje entendo porque.. : "Vai deitar, menina, que você está passando mal"! - e eu só ficava ouvindo de longe: "Ô Gabrieeeeeeela"! enquanto tomava meu café quentinho na cozinha..

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Post-it mentais

Minha mente é cheia de "post-it" que nunca perdem a cola. Estão lá desde sempre. Alguns são felizes, outros encorajadores. Mas também existem aqueles do tipo "gato escaldado tem medo de água fria", são os que me lembram que não é bom brincar com fogo e até mesmo que existem certas amizades puramente "oncíferas" - das boas e velhas amigas da onça.. O fato é que estes lembretezinhos auto-adesivos (tem hifen aqui ou não? Não consigo memorizar as "novas" regras, há resistência em mim!) se amontoam em minha cabeça - imagino o prisma de cores "postitais" ali dentro. No entanto, sempre existe espaço para mais um.. eles vão se apertando, sobrepondo-se uns aos outros - será que é nessa hora que minha cabeça começa a doer? - espremendo-se e de repente.. fica tudo "organizado" outra vez. Claro que é uma "organização" muito específica e que quem olhasse com outros olhos que não fossem os meus, poderia não entender nada. É que eu sou mesmo assim: às vezes incompreensível, às vezes previsível, às vezes divertida e muitas vezes enjoada. Defendo-me, porém, dizendo que, meu estado de espírito, geralmente está ligado ao tipo de post-it que foi pra frente do murundu de adesivinhos que estão dentro de mim. Impossível negar a força das memórias. São elas que nos ensinam, que nos estimulam, que nos fazem fugir ou esconder. Já falei um pouco em outro post sobre o "peso" do passado, quem lê o blog deve se lembrar.. Memórias são fios de todas as cores - no meu caso prefiro incorporar a idéia dos post-it! - conectados e ao mesmo tempo embolados, podendo fazer a coisa toda funcionar ou dar um tremendo de um choque! Minhas recordações compõem aquela que hoje sou.. com elas aprendi, cresci, mudei. Muitas outras experiências serão incorporadas à babel de minhas lembranças e por isso sei que no futuro serei uma pessoa ainda mais difrente da que já sou, talvez melhor, espero que sim. O bom de viver é que a gente muda. Ainda bem que mudamos. Embora existam aqueles que resistam - mais do que eu às "novas" regras ortográficas - resistam a todo e qualquer tipo de mudança que possa fazer com que se tornem pessoas ao menos mais "palatáveis".. preferem o azedo.. puro limão.. Volto a dizer, uma coisa é você ser feito de histórias, histórias que te empurram pra outros cantos.. outra coisa é você permitir que estas histórias te façam ver as mesmas cenas sempre e sempre, sem que nada se modifique. Ops, lá vou eu me perdendo do foco.. meus post-it!! Esta noite tive um sonho muito estranho: sonhei que o lugar onde estava havia sido todo desolado por algum tipo de situação da qual não me recordo. A casa estava no chão, mas todos os móveis e objetos intactos. Eu precisa escolher o que tirar dali, havia pouco tempo para me decidir. Sem nem pensar duas vezes corri até o armário onde eu guaradava as fotografias da família e de meu casamento e levava comigo as fotos e alguns documentos, dentre eles minha certidão de nascimento e a de casamento. E eu ia embora, tranquila. Sem peso na consciência por deixar todo o resto. Numa interpretação "daniellística" do sonho ouso dizer que é o que me importa, sempre, minhas raízes, minha história, minhas lembranças. Lembranças que se tornam identidade. Experiências que me são tão caras.. sempre! Por isso nesta manhã, antes de preparar o almoço - cujo desenrolar resultou em uma unha cortada - resolvi evocar meus post-it  mentais.. eles são meus documentos verdadeiros!!!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Quem e quando mesmo?

O perigo é planejar demais.. Você perde horas do dia idealizando a situação - cujos detalhes não se justificam explicitar - se esforça, contorna armadilhas, quase deixa tudo degringolar, mas dá a volta por cima.. Alguns fios de cabelo branco a mais e você conseguiu chegar inteira ao final do dia..  Contrariando todas as expectativas, em questão de segundos, as coisas azedam mais do que a massa de tomates esquecida fora da geladeira. Pow! Já era o momento, já eram os planos, você já era.. fácil assim.. Momento perdido, o jeito é deixar tudo para uma outra ocasião.. talvez as coisas ocorram mais expontaneamente - será possível? - e você aprenda que planejamento fica bem para.. bom, para quem e quando mesmo?

domingo, 8 de julho de 2012

H!

Olhos transbordando de saudade - pelo pouco tempo que esteve entre nós - coração apertado pelo que não chegamos a viver juntas, pequenina estrela.. Bonequinha linda que já amávamos tanto.. estrelinha no céu.. sei que teu lugar agora é melhor do que aqui, mas não posso negar que a queria entre nossos braços e abraços.. branquinha como o leite que não chegou a provar.. igualzinha aquela que te imaginava ser.. Fica com o Pai, querida, guardada para nós, quando estaremos todos juntos mais uma vez.. amo-te H!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A criança que se joga nos braços do pai mesmo estando em cima de um móvel bem alto, tem FÉ. Ela sabe que aquelas mãos estendidas são fortes o suficiente pra não deixá-la cair, para impedir que ela se machuque. Não há dúvida. Há apenas a CONFIANÇA.. a confiança e a  certeza de um AMOR que por ela tudo faz. É uma pena que ao longo da vida percamos esta inocente crença. Porque acreditar nos faz mais fortes. Permite que possamos fazer planos. Nos mostra que temos uma rocha debaixo de nossos pés. A confiança não está mais depositada em nossos pais - afinal conseguimos enxergá-los como pessoas simples e afeitas aos mesmos tipos de inseguranças que nós mesmos possuímos -, mas encontra-se, em meu caso e no de tantas outras pessoas, em Deus. Nele resgatamos a crença inocente - e verdadeira - de que mesmo que nos joguemos - ou alguém nos empurre - dos lugares mais altos Ele estará ali de mãos estendidas para nos recolher.. para nos proteger.. para cuidar.. porque Nele há amor.. só se joga quem confia. Não tem  medo de pular ou de cair quem tem fé. Essa fé precisa ser praticada. Sem exercício ela morre. Sem olhos abertos para o que Ele tem feito em nossas vidas ela diminui. Olho ao meu redor e vejo que Deus te feito pequenos - e grandes - milagres. Fazer milagres é a sua especialidade. É nisso que Ele é bom. E é nessas horas em que precisamos de milagres que O sinto mais próximo de mim. São os momentos em que me sinto à beira do abismo.. são os momentos em que vejo que não tenho mais coragem ou força, apenas fé.. é nestas horas que Ele se mostra mais próximo.. porque Ele sabe que nestas ocasiões eu estou esvaziada de autocontrole, de confiança em mim mesma.. Ele sabe que nestas horas só Suas mãos estendidas para mim podem fazer com que eu pule, me jogue sem medo. Esta entrega é tão maravilhosa que só mesmo quem conhece um amor assim - divinal e único - consegue compreender o que eu estou dizendo. Quantas vezes você conheceu alguém que te amasse dessa forma? Não há ninguém assim. Ele não pede nada em troca, apenas deseja ver / sentir seu coração dependente Dele. Não  existe outro amor maior.. não existe quem se preocupe contigo desta forma.. não ninguém em quem possa confiar desse jeito. Uma vez que você compreenda isso os dias não são tão longos, a noite não é tão escura e as decepções não calam tua voz. Porque você pode se jogar em seus braços e Ele faz com que você se esqueça de tudo que te machuca. Este fazedor de milagres recriou minha vida, física - livrando-me da morte em um acidente horrível em 2002 - e espiritual - em 2006, dando-me condições de enxergar que eu podia ser uma pessoa melhor se me reconhecesse dependente Dele.. hoje eu sei que seus milagres me perseguem e a todos os meus.. vejo eles se concretizarem ao meu redor.. E é de um de seus grandes MILAGRES que no momento precisamos. Tenho certeza que Ele está com as mãos estendidas, para nos segurar. No momento só Ele pode agir. Não há nada que possamos fazer. Fé é isso. Crer que estas poderosas mãos estão levantadas para nos receber. Crer que Ele não nos deixará cair, que Ele não nos deixará doer. Crer que Ele conhece nossos medos e nossos sonhos. E ter a certeza que Ele vai fazer o melhor, porque nos ama, porque confiamos, porque Ele é Deus. Confiança e amor. A base de todo milagre.. Nele e em nós.

terça-feira, 12 de junho de 2012

DIAS dos namorados

Pra começar, hoje é dia dos namorados.. dia em que muitas pessoas sentem-se na obrigação de representar com maior qualidade o papel de namorado/namorada. Na verdade, o dia dos namorados deve ser todos os dias da vida de um casal. Penso que não faz muito sentido tratarem-se mal o ano inteiro, para que no dia 12 de junho sintam-se obrigados a trocar presentes ou fazer algum programa diferente. O romance não deve se perder em meio a rotina. As juras de amor - deliciosas - não devem deixar de ser pronunciadas. O amor não tem data marcada pra se mostrar. Enquanto ficamos desesperados com a busca pelo presente perfeito - ainda bem que não engrosso o coro dos que saem desvairados atrás de badulaques amorosos com que presentear o outro - podemos estar tentando camuflar uma certa dose de frustrações para com o dia a dia: "hoje tem que ser um dia perfeito".. e todos os outros dias? Não têm que ser bons? Mais valioso pra  mim é o carinho que se expressa no cotidiano, é a mão agarrada a tua quando tem medo, é a palavra de incentivo quando nem você mesma acredita mais em si.. Mais valioso pra mim é me esperar pra comermos juntos, mesmo quando estou bem atrasada para almoçarmos, é cuidar de alguma coisa que ele sabe que não posso ou não gosto de fazer. Mais valioso pra mim é acordar com brincadeiras, sorrisos, alegria! Não existe presente no mundo que se equipare a cumplicidade que podemos ter.. porque aí o dia a dia se torna abençoado por mínimos - e preciosos - presentes.. claro que um mimo é bem vindo.. quem não gosta de presentes? Apenas não entendo as pessoas que colocam essas coisas a frente do que realmente importa. Prefiro um presente a cada cem anos se tiver dias inteiros de amor.. penso que muitas vezes priorizamos coisas erradas na vida e por isso mesmo não enxergamos aquilo que realmente importa.. Ainda bem que existem lentes-mágicas que nos fazem enxergar o que é intenso, profundo, real. Não gostaria nadinha de estar hipnotizada pelos apelos televisivos e outdorianos do amor de um dia só..Meu amor é de todos os dias, nossa alegria é pra sempre!!!! E graças a Deus por isso!!! Feliz DIAS dos namorados AMOR!!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pepsis e redes da minha infância

Acordei me lembrando que por volta dos meus sete anos decidi fugir de casa. Não porque fosse mal tratada ou me faltasse carinho, mas porque era egoísta e não queria dividir mais nada com meus irmãos. Desisti da idéia quando meu avô me ofereceu uma Pepsi a caminho da porta da sala. Por estes motivos inexplicáveis que orientam as escolhas de cada dia, em casa quando se bebia refrigerante, a eleita era sempre Pepsi. Meu avô lavava a garrafa, fazia um furinho com um prego na tampinha e bebíamos o refrigerante colocando um canudinho ali dentro, enquanto nos balançávamos tresloucadamente em redes de pano. As redes eram listradas, coloridas, colocadas de frente uma para a outra. Passávamos horas ali em cima, brincando de mil coisas. Numa ocasião elas eram naves, foguetes, aviões. Em outras eram cavalos, carros e motos. Também se transformavam em trapézios.. Em outros momentos elas eram apenas redes mesmo! Onde nos sentávamos pra bebericar nossas Pepsis geladas até o enjoo chegar, afinal, refrigerantes balançavam muito dentro das barrigas de dois irmãos que quase não se cansavam de brincar! Sinto saudade dessa época quando nossas vidas eram tão conectadas. Embora naquela idade eu achasse que não queria dividir nada com eles,  foi essa convivência que me fez ser uma pessoa melhor hoje em dia. Essa vivência de Pepsis e redes na infância..

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Nada

Frio, política, nervos, mel. Loucura? Caixa, suor, pé, folhas, peixe, açúcar, cama. Entendeu? Eu nunca entendo nada. Estúpida água nos olhos. Nunca entendo nada. Ouvidos surdos. Boca muda. Nunca entendo nada. Não faço nada. Se voce não entende nada, corra atrás das próteses que são vendidas para se compreender a realidade: vidas inventadas, romances, tramas desconectadas. Lentes para enxergar cor na vida real, onde ninguém entende nada. Onde ninguém se entende. Onde ninguém se ouve. Onde todos competem em guerras de nervos. Onde todos são surdos e insuportáveis. É quando você silencia. Cala. Dorme. Liga a TV. Fecha os olhos. E escuta: garrafa, fel, buraco, analgésico, sono.. apenas pra continuar não entendendo nada. Esforço para continuar ouvindo algo compreensível. Entende?

sábado, 26 de maio de 2012

Peso extraordinário

Já sentiu necessidade de se sentir mais leve? Engana-se quem pensa que falarei sobre dietas.. deixo esse assunto pro meu outro blog, o Folhetim de Setembro. Deixando de lado a quase paranóia com os quilinhos extra, estou agora pensando sobre a massa de pessimismo e frustrações que pesam o peito, a nuca, os olhos, o coração de todos nós. Atire a primeira pedra quem não sabe do que estou falando.. atire a primeira pedra quem nunca esteve assim, sentindo esse peso extraordinário que quase nos faz parar! Se está vivendo esse momento é hora de se medicar, querida.. faça dieta das coisas más: contas atrasadas, relacionamentos enrolados, brigas, palavras torpes, prazos estourados, roupas velhas, esmaltes engrossando no final do vidro, verduras e legumes esquecidos no fundo da geladeira, companhias desnecessárias, cremes estragando dentro do armário, maquiagem quebrada nos potinhos, poemas incompletos, novelas, paredes descascadas. Coloque em suas prateleiras mentais coisas mais saudáveis: quadros coloridos, cachecóis novos, outro corte e cor de cabelo, pessoas melhores, músicas que aquecem a alma, dinheirinho na carteira, contas organizadas, DIÁLOGO, casa arrumada, prazos cumpridos, leitura boa, comida boa, poesia boa, gente boa, cama quentinha, perfume novo, carro limpinho, amizades sinceras, amor verdadeiro, brigadeiro de colher, pudim de leite condensado (esses dois últimos apenas de vez em quando), verduras e frutas novos (de preferencia os que são da estação), menos poluição, lixo reciclado. Sentimentos reciclados (já falei disso aqui). Você se sentirá mais leve. Leve, leve, leve.. uma brisa poderá te levar.. leve, leve, leve.. já experimentou o peso de uma borboleta? Vamos atrás das borboletas.. vamos ser leves e aéreas como as borboletas.. deixemos de nos sentir lagartas, amores, seremos / poderemos ser borboletas.. voar.. leves.. renovadas!!! Abandonar esse peso extraordinário não é fácil.. tarefa de um dia só? Não.. Que se leve uma vida.. mas que queiramos nos tornar leves.. borboletas.. aéreas.. delicadas.. Sei que é difícil reconhecer-se delicada em meio a um mundo de concreto. Mas devemos tentar. Sempre.. ainda que com lágrimas nos olhos (um pedacinho da minha asa de borboleta foi arrancada..) não deixaremos que o mundo (pessoas-mundo-todo-ainda-que-só-álguns)  venha a nos impedir de VOAR. Esqueça aquela história de pés no chão, ainda é hora de ter os olhos no CÉU. Não deixe ninguém te desanimar.. Se voar baixo, borboleta, que seja para tocar as flores!!!

sábado, 12 de maio de 2012

Paciência

Paciência.. para aturar um corte de cabelo que não deu certo, uma roupa que não ficou boa, o esmalte que descascou logo no primeiro dia, a pipoca que queimou, a net que não funciona, a receita que desandou, o clima que não colabora com a roupa que você comprou, o regime que parece dar poucos resultados, a amiga que te traiu. Paciência.. para suportar o tédio de um final de semana sem nada para fazer, a quase briga com o atendente de telemarketing da operadora de celular, a faxina que parece nunca acabar, a caixa de bis que você devorou quase sozinha, o radio que não pára de zumbir, a chuva que promete cair, decepções com pessoas em quem você confiava. Paciência.. para aguentar o choro sem deixá-lo cair, a SAUDADE de algo que QUASE aconteceu, a esperança sufocada debaixo de promessas que você nem sabe se vão se concretizar. Paciência para esperar que a vida cumpra seu papel: permitindo que você seja FELIZ. Paciência para calar quando seu desejo é gritar. Paciência para organizar gavetas, mente, coração. Paciência para reciclar o lixo, as idéias, os sonhos. Paciência para jogar fora roupas usadas e pessoas desnecessárias. Paciência para reconhecer aquilo / aquele que é descartável. Paciência para experimentar comidas saudáveis e sentimentos benéficos. Paciência para viver a honestidade, a confiança, a segurança de dias  planejados. Paciência para conhecer o outro - próximo ou longínquo - que também pode estar à espera de PACIÊNCIA, precisando viver paz.. a paz de dias tranquilos, onde todo dia é dia de cabelo bom, maquiagem impecável, chocolate que não engorda, CONFIANÇA. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Poluição sonoro-mental

Em um domingo chuvoso qualquer ovo que cai da mão e suja o chão se torna o início de uma tragédia grega! O chuveiro queimou, o frio chegou, a roupa lavada não secou e a televisão não calou a boca - aqui em casa e nos vizinhos. Na verdade o silêncio deveria ser meu, mas minha cabeça não pára, contando azulejos, fazendo traços imaginários, vendo sujeiras que precisam ser arrancadas, criando listas e mais listas mentais do que ainda precisa ser feito.. O barulho que mais incomoda, na verdade, é aqui dentro.. Ping, ping, ping.. é a chuva ou sou eu?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dias imprevisíveis


Já aconteceu de você organizar mentalmente cada passo que dará em um determinado dia e o caminho entortar de modo que você não sabe nem mais onde está pisando?
Isso tem acontecido comigo com uma certa frequência, fazendo com que eu me sinta completamente fora do ar. Ando distraída, queixo caído, olho comprido pro dia seguinte, tentando enxergar qual será a surpresa que a vida vai aprontar.
As coisas andam desconectadas, as pessoas estressadas, os sentimentos bagunçados.
Esses dias imprevisíveis aceleram minha ira. Não gosto de estar descontrolada. Preciso das coisas encaixadas, das pessoas serenas e dos sentimentos adocicados. Preciso de raízes fincadas, ainda que o terreno seja irregular, torto, cheio de pedras. Preciso da segurança de profundas raízes.
Rotina nem sempre é ruim..  ela é negativa quando amorna o que você é.. quando não te deixe mais pulsar...  quando contamina teus relacionamentos... quando você desiste de se tornar uma pessoa melhor.. quando você perde a expectativa em relação ao futuro e às pessoas que estarão em seu futuro é porque a rotina-bicho-ruim te comeu... mas existe a rotina-bicho-bom..
A rotina-bicho-bom é aquela que não te devora.. ela te lambisca.. ela te faz ter segurança.. ela finca as raízes na terra.. ela faz com que você tenha  vontade de voltar pra casa.. porque te lembra através das lambiscadas que tua casa é porto seguro, que tuas pessoas têm aromas e sabores deliciosos.. ela te lembra que existem lugares e pessoas com quem você estará confortável.. ela te faz ter pra onde e pra quem voltar!
Raízes fincadas na terra te seguram quando a cabeça voa.. quando a vontade de sumir quase te consome.. quando ao seu redor o caminho fica torto demais..
Respiração acelerada.. olho espichado.. caminhar tropeçando.. esse caminho não é o que eu conheço..
Me dá sua mão.. vamos fixar nossas raízes..

terça-feira, 17 de abril de 2012

Apenas se..


É possível sentir tristeza por aquilo que sequer chegou a SER?
Nostalgia, saudade? Coisa estranha agarrada na memória, aquilo que ainda seria bom.. Algodão doce dissolvido na boca antes mesmo do gosto chegar.. Lembrança da alegria abreviada, da comemoração que nem foi pronunciada, do choro solitário, caminho de uma pessoa só. Dor pelo que poderia ter sido e não foi. O conforto de poucos. O calor da cama contrastando com o gelo na alma, lágrimas que inundaram paisagens e silenciaram vozes ao redor. Só não silenciaram o SE.. Este ainda faz eco no meio da madrugada. Se o SE ainda fosse SE, novembro seria surpreendentemente feliz.. SE.. É possível sentir saudade de ti? Pequenino e pra sempre SE..


quinta-feira, 29 de março de 2012

Sossego futuro?

Hormônios bagunçados sufocam soluços e promovem falta de ar. O futuro chega rápido demais, mal dá tempo de nos acostumar! Tantas coisas incompletas, o dia chegou ao fim.. chega a noite carregada de angústias e incertezas (alguns medos não podem sequer ser verbalizados.. corre-se o risco de que se tornem fortes!).. Vive o agora, por favor, porque o depois me assusta, sempre me assustou.  Fico presa no que será.. O que será? Será? Agora? A garganta fecha, o coração se abre.. ele extrapola o seu direito de crescer! Estufa o peito, entorna "pra fora", sufoca! Num segundo domina todo o corpo, toma conta da mente que só faz bater em uníssono com ele: tun tun tun.. o futuro é agora? Tun tun tun.. estarei algum dia preparada para o porvir? Não sossega este som, não sossegam os pensamentos, não sossego eu..

terça-feira, 20 de março de 2012

Um ano passa rápido..

Um ano passa rápido quando ele é bem vivido! Um ano passa rápido quando a gente supera os afazeres, a correria e a loucura que é a vida.. porque valem mais os chamegos, as risadas, as conquistas, caminhar - em alguns momentos correr - de mãos dadas! Um ano passa rápido quando a gente tem com quem contar, sorrir, brincar, brigar, chorar, planejar, comer e viajar, fazendo com que a vida se torne mais leve.. Um ano passa rápido quando você percebe que está pronta pra dançar uma valsa à meia noite ou apenas pra se sentar na calçada com o "seuzinho"! (Ele te enche de alegria e saudade, mas também te faz muita raiva!! E nessa hora é bom demais fazer as pazes devagarzinho, meio que resistindo ao sorriso que insiste em nascer no canto da boca..) Um  ano passa rápido quando você percebe o quanto mudaram - juntos - amadureceram - juntos - cresceram - juntos. Um ano passa rápido demais quando os planos não cabem no ano, explodindo pro ano seguinte, sedentos de mais espaço e realização .. Juntos somos invencíveis! Sim, um ano passa rápido quando a gente sente que está fazendo o dever de casa direitinho, cuidando de ser feliz!!! (Um aninho casados.. uma vida inteira felizes!!!)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Garoto, Valda, Carnaval


Viciada em menta e hortelã eu não posso ter um pacotinho de pastilhas Valda na bolsa: não consigo ter paz enquanto não triturar todas as balas do pobre saquinho.. comecei este meu vício me deliciando com pinque-pongue de hortelã (ah, a infância!!), segui pelos drops de hortelã-quadradinho-da-Garoto e passei pelas balas de anis (adolescência radical!! Yeah!!), fui em frente com Halls preta (juventude transviadaaa!!) até me render às pastilhinhas Valda (maturidade abençoada!!).. Nada como entrar na casa dos trinta.. 
Não perdendo de todo o gosto pelo estranho, amo beber uma garrafinha de água gelada depois de devorar o pacotinho de Valda.. como dizem por aí essa é uma daquelas ondas que “congelam o cérebro” e em pleno verão pós-carnavalesco não existe nada melhor a se fazer..
Eita domingão que não acaba mais nessa casa..