Alguém já parou pra pensar na correria destes dias? Eu tenho ficado quase obcecada com essa questão, principalmente neste final de ano, quando parece que todos ficaram ainda mais enlouquecidos e atrasados para o que quer que seja.. Andando pelas ruas eu vejo elevadores e estacionamentos lotados, não há espaço para mais ninguém! As avenidas abarrotadas de carros são bons motivos para que fiquemos em casa sentados lendo bons livros.. não sei o que acontece nessa época do ano, mas é fato que as pessoas surtam. Em nome da solidariedade - natalina - o bom senso é esquecido e fulanos - conhecidos ou não - desrespeitam seu espaço - seja na calçada ou em casa - em nome do que pensam ser um bom motivo. Não existem limites para pisões nos pés, vagas roubadas, ultrapassagens proibidas, poluição visual e sonora! Uma loucura que faz as propagandas explodirem na sua cara, no seu telefone ou em sua caixa de email. De repente você se enxerga como anormal, afinal tudo o que quer é chegar em casa e ter um pouco de silêncio. O Silêncio que te conforta, consola, acalma. Com s maiúsculo mesmo... um Silêncio que restaura suas forças, sua sanidade, sua paz. PAZ. não gosto muito dos finais de ano, penso que as pessoas tornam-se ainda mais equivocadas e inconvenientes do que em outras épocas. Existe tanta disparidade, tanta injustiça.. Enxergamos pessoas se degladiando em lojas por uma peça "indispensável" e percebemos que a talzinha não passa de um "mega hiper super ultra saia jeans cortada a raio laser e lavada a 359° zaz traz" pela pechincha de "trocentos e setenta e oito mil dinheiros".. isso me deixa enjoada das pessoas. Elas são equivocadas, inconvenientes, injustas, barulhentas e um pouco polvos - com mil tentáculos pra te pegar, puxar, arrebatar.. Não quero essa correria de final de ano, não quero essa incongruência de pensamentos.. eu só quero um feliz e calmo Natal.. 2012.. vida toda.. pra mim e pro resto do mundo!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Dueto
Pela combinação perfeita que têm entre si, algumas coisas já são naturalmente pensadas em associação a seus pares: pipoca com guaraná, goiabada com queijo, Mônica com Cebolinha, mostarda com quetichup (vi escrito desse jeito uma vez e nunca mais me esqueci, achei lindo!), arroz com feijão, Romeu com Julieta, abacaxi com hortelã, Shrek com Fiona e por aí vai.. A idéia de hoje é falar sobre preguiça em dia de chuva, uma relação incontestável do ponto de vista humano! Atire a primeira pedra aquele/aquela que nunca deixou coisas por fazer num dia de chuva, apenas para ficar embolado em cima da cama, zapeando pelos canais de televisão ou boiando pela net (boiando sim, porque navegar exige esforço e num dia desses você não aceita NENHUM esforço!!)? Parece que nossos neurônios são guiados por energia solar e na ausência do astro rei, ficamos quase inertes dentro de casa. O maior esforço? Procurar - deitada - o controle remoto ou digitar no teclado que já se encontra em cima dos joelhos - afinal, como já disse, você está DEITADA - Assim o dia vai passando... Você tem pilhas de roupas para lavar, casa para arrumar, comida por fazer - ah, quem sabe comemos de novo alguma coisa congelada?? - enfim, um mundo de serviço caseiro te esperando, mas hoje é sábado, chove e sua cama te chama num som que se sobrepõe a todos os outros. Você só ouve as gotas de chuva batendo na janela e sua cama chamando, chamando, chamando.. Neste dueto chuva e cama você torce pro dia demorar a terminar, nem se lembrando de que na segunda-feira teus bichos-papões estarão prestes a te devorar, por tudo aquilo que não foi feito! Ah, delicioso é o esquecimento nos dias de chuva!!!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Pequeno Grande Príncipe
Difícil dormir sentindo falta de ti, meu pequenininho, tão grande ficaste no meu coração! Cada canto carregado de teus sons, risadas, brincadeiras.. Vazio lá fora, vazio aqui dentro. Teu chamado nem sempre atendido e agora gritando alto dentro de mim. Ternura em diálogos - infância tão amada! Docilidade em descobertas - Pequeno Príncipe! Uma roupinha no varal, uma bola esquecida, o silêncio incoerente com o barulhinho bom que sempre foi só teu.. Saudade.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Esperança: nome próprio
Ás vezes é difícil assumir uma postura mais otimista frente à vida: você acorda e o dia está nublado; você derruba a caixinha de leite no chão da cozinha, com direitos a "borrifadas" pros lados e isso inclui leite nas cadeiras, mesa e sobre o pão; seu carro está estragado - parece que sua garagem agora é a oficina do outro lado do estado; seu celular não tem crédito e você se sente totalmente ALONE pela cidade. Uma amiga promete te ligar no meio da tarde e você torce pra que ela não se esqueça. Seu pote de saladas ficou esquecido, na véspera, na geladeira do trabalho e você mais uma vez torce pra que ela ainda esteja "saudável" pra quando você chegar ou vai ter que se empanturrar de comida gorda. Tem dias que você se levanta da cama parecendo ter dado uma daquelas topadas com dedão na quina do sofá: aquilo vai doer o dia todo, você vai reclamar, xingar, estressar a todos com lamúrias e bla bla blas.. Importa, no íntimo, é ter a fé de que o dia vai clarear, a amiga vai ligar, a salada ainda vai estar boa, seu dedão não vai doer, o carro em breve vai estar arrumado, as pessoas vão te entender e plim.. de repente a vida é de novo linda, o final de semana chega, a chatice acaba e você é outra mulher: Esperança deve ser teu nome!sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Ms de minha vida
Indo para o trabalho hoje à tarde eu passei em frente a uma loja que levava o sobrenome - incomum - de uma garota com quem estudei no Ensino Médio. Ao ler aquele nome eu fui imediatamente transportada para o ano de 1998, quando nós estávamos concluindo o curso; tínhamos 17 ou 18 anos e nesta idade a vida ainda não tinha se mostrado carregada de tensões. Nossos problemas mais sérios eram as provas, inscrições para o vestibular, despedidas de colegas de turma, no máximo um namoro terminado ou a separação de alguns pais... era o tempo das calças saint-tropez coloridas em tons de néon (já falei disso aqui), tempos de Skank, tempos de descobertas.. amizades que se proclamavam eternas, mas que não venceram sequer o ano seguinte, cada um tão ocupado em se fazer gente grande..
A menina de que me lembrei chamou a atenção de todos nós, na escola, porque aos dezessete anos havia começado a namorar um homem de 33 anos e logo ficou grávida.. casaram-se e ela perdeu o bebê por volta dos 7 meses de gestação. O casamento terminou, ela não concluiu os seus estudos e em breve ninguém mais se lembrava dela. Nem mesmo eu.. fui despertada para sua lembrança por causa de uma placa comercial que levava seu sobrenome.. quase 14 anos depois essa história volta à minha mente e me faz pensar no que lhe aconteceu depois de tanto tempo. As marcas que o passado lhe deixou teriam sido profundas demais? Que rumo deu a sua vida, depois do sofrimento a que foi precocemente submetida?
Enquanto nos preocupávamos com shows, namoros, exames admissionais em faculdades ela teve que lidar com um relacionamento verdadeiramente conturbado (não era nada daquele nosso sofrimento platônico por alguém ou mesmo a montanha-russa de nossos namoros adolescentes), a possibilidade de ter um filho, esperá-lo por vários meses e ainda assim não ter tido a chance de vê-lo em seus braços.. a história de M revirada assim na minha cabeça, por causa de uma simples placa, fez com que eu me sentisse um tanto mal por nunca mais tê-la visto, sequer ter me dignado a procurá-la, saber de suas histórias, ajudá-la de alguma maneira.. Algumas pessoas ficam pelo caminho, nos perdemos.. Por vezes podemos julgar que tenham sido sem importância, mas lembrar delas tanto tempo depois não significa algo? Tive muitas e muitos Ms em minha vida! Lembranças que do nada são avivadas me confundem um pouco. Por onde andarão?
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