Hoje cedo, lendo um jornal local, encontrei essa foto, que anunciava o nascimento de cinco novos cisnes negros - da espécie Cygnus Atratus - no lago do principal museu da cidade. Fiquei pensando por que é que a diferença, até nos animais, ainda nos provoca espanto.
Estaremos ainda tão despreparados para lidar com a diferença?
Entendo que as diferenças nos fazem crescer, pois nos ensinam tanto sobre outras coisas pra além de nós mesmos..
Fiquei pensando de que maneira fomos estabelecendo critérios para definir o que é "normal".
A normalidade não seria uma convenção da maioria? E onde é que está escrito que a maioria tem sempre razão?
Afinal, o que é ter razão? Fazer parte da maioria?
Afinal, o que é ter razão? Fazer parte da maioria?
Percebe-se que a reflexão toma o rumo da avalanche que impulsionada pela bola de neve vai derrubando tudo que encontra pela frente, provocando um verdadeiro boliche com os pinos que forem encontrados diferentes.
Uma coisa se apóia na fragilidade da outra e quando nos damos conta estamos rotulando com base na fragilidade de nossas convicções.
O diferente devia ser percebido em sua exuberância, na beleza de sua exoticidade, nos ensinamentos que pode nos propiciar.
O que me faz diferente de você não é o que pode me tornar querida para ti?
O que te torna diferente de mim não é o que pode me deixar perplexa e apaixonada por ti?
O que nos faz diferentes não é o que pode nos fazer superar deficiências/defeitos para nos aproximarmos?
O que nos torna diferentes não é aquilo que nos ensina a amar o outro?
Será que temos mesmo que noticiar os "cisnes negros" locais ou devemos enxergá-los como parte ainda mais bela de nossos museus particulares??
Você tem muitos "cisnes negros" para noticiar?
