quinta-feira, 29 de março de 2012

Sossego futuro?

Hormônios bagunçados sufocam soluços e promovem falta de ar. O futuro chega rápido demais, mal dá tempo de nos acostumar! Tantas coisas incompletas, o dia chegou ao fim.. chega a noite carregada de angústias e incertezas (alguns medos não podem sequer ser verbalizados.. corre-se o risco de que se tornem fortes!).. Vive o agora, por favor, porque o depois me assusta, sempre me assustou.  Fico presa no que será.. O que será? Será? Agora? A garganta fecha, o coração se abre.. ele extrapola o seu direito de crescer! Estufa o peito, entorna "pra fora", sufoca! Num segundo domina todo o corpo, toma conta da mente que só faz bater em uníssono com ele: tun tun tun.. o futuro é agora? Tun tun tun.. estarei algum dia preparada para o porvir? Não sossega este som, não sossegam os pensamentos, não sossego eu..

terça-feira, 20 de março de 2012

Um ano passa rápido..

Um ano passa rápido quando ele é bem vivido! Um ano passa rápido quando a gente supera os afazeres, a correria e a loucura que é a vida.. porque valem mais os chamegos, as risadas, as conquistas, caminhar - em alguns momentos correr - de mãos dadas! Um ano passa rápido quando a gente tem com quem contar, sorrir, brincar, brigar, chorar, planejar, comer e viajar, fazendo com que a vida se torne mais leve.. Um ano passa rápido quando você percebe que está pronta pra dançar uma valsa à meia noite ou apenas pra se sentar na calçada com o "seuzinho"! (Ele te enche de alegria e saudade, mas também te faz muita raiva!! E nessa hora é bom demais fazer as pazes devagarzinho, meio que resistindo ao sorriso que insiste em nascer no canto da boca..) Um  ano passa rápido quando você percebe o quanto mudaram - juntos - amadureceram - juntos - cresceram - juntos. Um ano passa rápido demais quando os planos não cabem no ano, explodindo pro ano seguinte, sedentos de mais espaço e realização .. Juntos somos invencíveis! Sim, um ano passa rápido quando a gente sente que está fazendo o dever de casa direitinho, cuidando de ser feliz!!! (Um aninho casados.. uma vida inteira felizes!!!)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Garoto, Valda, Carnaval


Viciada em menta e hortelã eu não posso ter um pacotinho de pastilhas Valda na bolsa: não consigo ter paz enquanto não triturar todas as balas do pobre saquinho.. comecei este meu vício me deliciando com pinque-pongue de hortelã (ah, a infância!!), segui pelos drops de hortelã-quadradinho-da-Garoto e passei pelas balas de anis (adolescência radical!! Yeah!!), fui em frente com Halls preta (juventude transviadaaa!!) até me render às pastilhinhas Valda (maturidade abençoada!!).. Nada como entrar na casa dos trinta.. 
Não perdendo de todo o gosto pelo estranho, amo beber uma garrafinha de água gelada depois de devorar o pacotinho de Valda.. como dizem por aí essa é uma daquelas ondas que “congelam o cérebro” e em pleno verão pós-carnavalesco não existe nada melhor a se fazer..
Eita domingão que não acaba mais nessa casa..

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Três irmãos

Meus irmãos sempre foram referências em minha vida.. com eles aprendi a amar, odiar, brincar, brigar, ter ciume, compartilhar, fazer amigos, fazer inimigos, esconder, achar, inventar.. com eles eu cresci! Olhando pra trás enxergo que os melhores momentos de minha vida se passaram ao redor deles, com eles, por causa deles.. Desde sempre foram o meu "outro" mais próximo e isso foi de grande importância para que eu me tornasse quem sou. Não consigo imaginar como seria minha vida se eles não existissem.. eu jamais teria aprendido a andar de bicicleta e de patins, não teria tido meu dedinho deslocado aos onze anos numa brincadeira-briga e não teria encenado histórias e mais histórias de Peter Pan (eu sempre queria ser a Wendy, como as coisas mudam, hoje a considero tão chatinha..). Também não teria escrito cartas terríveis com esmalte vermelho para deixar na porta dos vizinhos ou apertado o interfone de todos os apartamentos do prédio só pra escutar aquela babel de vozes desencontradas enquanto saíamos correndo pela escada.. Se não tivesse crescido com eles eu não teria brigado pela atenção de nossos pais, não teria chorado com eles depois de um castigo injusto e também não teria implicado com o menor ou com a maior deles.. Não teria aprendido algumas coisas sobre o mundo dos meninos e da molecada (brincar na rua de casa com seu irmão mais novo te ensina a lutar, eu vivia ralada), assim como também não teria aprendido a gostar de boa música e a importância de maquiagem (com minha irmã mais velha as lições sempre foram as mais variadas).. não teria assistido a filmes de terror só pra depois dormir enroscada neles.. não teríamos tido catapora, caxumba e coqueluche ao mesmo tempo (era consolador ver que mais gente sofria ao me lado!!).. Incrível crescer ao lado destes dois porque de tão diferentes um do outro eram também muito parecidos.. Eram (SÃO) meus grandes amores, por quem eu faria qualquer coisa!! A qualquer momento.. é por isso que me devora o coração vê-los passando por alguns reveses em certos momentos da vida.. queria ser grande, forte e poderosa para mantê-los intocados pelas incertezas, tristezas e pesares.. sendo apenas a irmã do meio eu só consigo falar do meu amor imenso pelos dois e orar para que Deus continue cuidando de suas vidas e de seus sonhos.. para que continuem sendo as pessoas mais maravilhosas que eu ganhei, apenas por ter nascido Vieira!!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Siga em frente

“Você deve seguir em frente”..  quem nunca foi  presenteado com um conselho destes? Tem hora que dá vontade de gritar, espernear, cuspir na cara de quem te fala desse jeito, mas o pior é que, na maior parte das vezes, essa é REALMENTE  a melhor coisa a se fazer..
Novas experiências devem ser vividas.. novos lugares precisam ser descobertos.. novos ares podem ser inspirados-expirados-inspirados-expirados..
A falta de oportunidades se configura num horizonte muito curto.. existe mais a ser visto.. basta ARRISCAR!! Até uma mesma história-situação pode ser vista com outros olhos, ainda que estes outros sejam os teus.. importa é olhar de outro jeito, sem medo, sabendo que é merecedor do que existe de melhor!!
Não podemos nos acostumar com o que é pouco, mínimo, insuficiente..
O medo aperta a garganta, faz suar frio, traz vertigens.. mas se conseguir vencê-lo, ele te liberta, é incrível, recompensador.. acho que deve ser por isso que algumas pessoas se arriscam por esportes  radicais: pular de asas delta do alto da pedra  da gávea, correr a milcentoetantos quilômetros por hora num carro de formula one, escalar por penhascos e desfiladeiros, fazer política em Brasília (eu ainda ouso sonhar que exista alguém – the last one – que seja honesto e bem intencionado em meio a toda aquela corja).. para SUPERAR medos, se superar.. sentir o cheiro do medo, mas conhecer o cheiro da VITÓRIA..
Nascemos pra pequenas e grandes vitórias e não podemos jamais nos acostumar com os fracassos que a vida tenta nos impor.. sabemos que é difícil sim, mas não devemos nos esquecer de “seguir em frente” a cada derrota.. parar no caminho é desistir de si mesmo..
Hoje eu preciso ouvir esse conselho zilhares de vezes e posso te dizer o mesmo cem mil zilhares de vezes se você precisar, porque nossas vidas são feitas pelo caminhar.. caminha junto comigo.. juntos-apoiados-cúmplices-amando-seguindo-em-frente-sempre.. mesmo velhinhos, desengonçados, amparados naquilo que tivermos, mas.. caminhando atrás de nossas estrelas!!!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Enrola, enrola , peixe!

Quando minha sobrinha era mais nova, por volta dos seus seis aninhos de idade, inventamos uma brincadeira chamada "enrola, enrola, peixe": eu começava uma historinha, ela tinha que completá-la de onde eu parasse e vice-versa.. a cada ponto aumentado à história, a outra tinha que repetir tuuuuudo de novo, acrescentando o seu trecho no final. Deu pra entender??
Naquela época o exercício me parecia um desafio à memória e à criatividade dela.. quando a coisa travava e uma das duas não conseguia mais se lembrar da historinha com exatidão, gritávamos: ENROLA, ENROLA, PEIXE!! Sabe-se lá porque esta foi a expressão escolhida, mas o fato é que foi.. e a brincadeira logo se tornou uma de nossas preferidas.. Cada tempinho livre, numa fila de cinema ou no caixa do supermercado, era aproveitado com "enrola, enrola, peixe", tornando aqueles minutinhos mais tranquilos e divertidos.. Por que estou me lembrando disso tudo agora?? Porque no finalzinho das férias (destinadas ao ócio, o que inclusive foi motivo do meu afastamento do blog durante os últimos dias) eu percebo que a vida pode se tornar um verdadeiro "enrola, enrola, peixe"!Contamos/encenamos as histórias, torcendo pra que elas tenham um começo, meio e fim que façam sentido, mas, de repente, "enrola, enrola, peixe"!! A coisa foge ao controle, você tropeça, esquece.. MAS NÃO DESISTE DE CONTAR UMA OUTRA HISTÓRIA.. uma história da qual tenha controle e através da qual consiga chegar ao esperado happy end.. Uma história contada a duas vozes, sempre tem mais chance de ser feliz!!!




domingo, 8 de janeiro de 2012

Acorde teu coração!


“Silêncio, meu coração adormeceu”!
(Então é hora de acordá-lo honey..)
Nos últimos dois dias fiquei pensando sobre a maneira pela qual nossos relacionamentos antigos ainda podem interferir em nossas vidas. Principalmente depois de conversar brevemente no sábado com uma amiga muito querida eu fiquei me perguntando se nossas “velhas” histórias – felizes ou não - podem definir a maneira com que nos relacionamos com outras pessoas..  Nossas memórias podem ter “estragado” quem somos hoje?
Essa pergunta ficou dando voltas e mais voltas na minha mente, de modo que eu dormi com este questionamento e acordei hoje com essa  mesma idéia circulando pela minha cabeça..
Acredito que as lembranças que trazemos de outros relacionamentos devam servir como aprendizado do que deu certo e do que não deu certo no convívio com o outro, mas não podem tornar-se prisões onde nos encarceramos, até porque o outro de hoje não é o mesmo de ontem.  As pessoas são diferentes e nessa diferença reside a possibilidade – a ESPERANÇA – de que agora poderemos ser felizes. Se nos ativermos somente aos erros, às dores e às cicatrizes corremos o risco de nunca nos curarmos por completo e, mais serio que isso, corremos  o risco de apodrecermos toda e qualquer outra chance que tivermos de ser FELIZES.
Assim como não queremos ser penalizados pelos dissabores que nossos pares tiveram em historias anteriores, não temos o direito de penalizar aquele/aquela que está junto de nós, penalizá-los pelos nossos erros do passado... ou essa “nova” historia será uma reprise da antiga, com você atacando o outro, se defendendo e atacando, se defendendo e atacando, dando tiros nos pés.. você não vai caminhar, não poderá caminhar.. e ainda corre o risco de impedir que o “teu” outro caminhe, pois terá que lidar contigo na sua não-caminhância-escolhida-procurada-indesejável..

 
Você pode virar pra mim e dizer que teu caso não é este, afinal não existe nenhum outro. Mas existe VOCÊ e um alguém – em algum lugar – que precisa de ti. E este encontro só deverá acontecer se estiveres curado de si mesmo e de seu passado.
Nossas histórias são incompletas.. sempre serão..é bom que seja assim..  para que possamos mudar os finais.. trabalhar para que tenham finais felizes.. não é isso que perseguimos desde crianças? Belas histórias – mesmo que cheias de percalços  e dramas – com finais felizes?
 Sou a favor de que não sejamos sabotadores de nós mesmos.. já existe tanta dificuldade por ai.. não é necessário que elas também se façam presentes dentro de nós!
Xô lembranças ruins de relacionamentos fracassados, topadas com o dedão no sofá da sala, xarope amargo na língua.. estaremos prontos pra um futuro FABULOSO pelo qual lutaremos incansavelmente!!
Acorde teu coração sonolento agora mesmo!