Poucas vezes na vida temos a oportunidade de ver como é que nasce o amor dos outros.. o que é uma pena, pois é algo lindo de se ver, em qualquer idade. Há alguns dias tenho observado um casalzinho de adolescentes se aproximando.. confesso que ao notar o cheirinho de amor no ar comecei a prestar mais atenção em cada um dos passos destes dois. Primeiro porque é meu dever, devido ao trabalho, tomar conta pra que nenhum excesso ocorra (ah os desvarios do amor..) e em segundo lugar porque é bonitinho demais ver como as mãos vão se aproximando, perceber como os sorrisos vão se falando e enxergar de que maneira as palavras se tornam desnecessárias diante da vontade que se tem de estar perto do outro sem que os demais percebam o que está acontecendo.. e é exatamente aí que eles dão a maior bola do que começam a viver.. Aos poucos eu fui notando que se afastaram dos colegas e que agoram comem juntos, tentam se fazer parecer enfadados um do outro (amor-segredo é bandeiroso como sempre..) e ficam ali lado a lado durante todo o intervalo, simplesmente desfrutando da presença daquele/daquela com quem querem passar todo o resto das aulas.. Daqui a pouco não será mais possível negar o envolvimento.. pelo pouco que conheço dos dois não será um amor fácil de levar adiante.. as famílias podem não aceitar.. existem diferenças de peso envolvidas ali.. mas nem por isso meu Romeu e minha Julieta adolescentes deixam de ser menos admiráveis enquanto se descobrem enamorados.. Fiquei pensando nas juras de amor que em breve irão trocar, nas manobras que terão que criar para conseguirem se ver.. e minha cabeça começou a voar.. por certo todos os amores parecem eternos.. e quando somos adolescentes tudo é tão definitivo - até que mude a estação e mudem nossos pensamentos.. Como este amor vai se desenrolar? Quantas vezes ainda passarão por este aproximar de mãos, rostos, sorrisos? Quantas vezes ainda acharão que "este sim é para sempre"? Quantas vezes serão consolados por um "para sempre" que se mostrou breve demais?? Vale à pena enxergar a esperança destes Romeus e Julietas adolescentes por detrás de suas fugidias aproximações.. quando até mesmo um recreiozinho de quinze minutos numa manhã de inverno nos mostra que vale à pena sim acreditar no amor.. em qualquer tempo, em qualquer idade..
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Nunca desista..
"Nunca desista das coisas que fazem você sorrir"!
A frase é perfeita, embora na "vida real" o discurso nem sempre possa ser tão otimista quanto o texto.
Às vezes é difícil que o bom ânimo resista a um período - interminável - de TPM, doencinhas ou falta de grana. Às vezes é difícil aturar uma dieta que não apresenta resultados, a força de vontade quase nula, o - péssimo - hábito da procrastinação - adiar e adiar e adiar tudo aquilo que você sabe que TEM que fazer.
Todas estas pequeninas coisas, somadas a outras tantas - tão maiores - fazem com que aos poucos nossos sorrisos murchem, até ficarem tão pequenininhos que já não podemos mais encontrá-los. Esses dias eu estava assistindo a uma antiga série de televisão, que amo de paixão, e fui surpreendida por uma observação do meu marido:
-"Se a série é tão engraçada e todo mundo ri no fundo, por que você fica assistindo o tempo todo com essa cara tão séria"?
Bomba hiroshimiana jogada dentro de mim!!
Não sei se ele percebeu o impacto do que disse - acho mesmo que não - afinal eu disfarço bem minhas impressões.. mas o fato é que ele me fez ver - e olha que não foi a primeira vez.. - que ando séria demais, preocupada demais, tensa demais.. demais, demais, demais.. precisando me tornar mais leve..
Não sei se ele percebeu o impacto do que disse - acho mesmo que não - afinal eu disfarço bem minhas impressões.. mas o fato é que ele me fez ver - e olha que não foi a primeira vez.. - que ando séria demais, preocupada demais, tensa demais.. demais, demais, demais.. precisando me tornar mais leve..
Talvez eu esteja abrindo mão das coisas que me fazem sorrir. Nunca há temmpo, nunca é conveniente ou adequado. Nunca é possível. Os motivos para evitar sorrisos? Tantos que me faltariam dedos nas mãos para enumerá-los.. mas essa não é uma particularidade minha, o mundo inteiro precisa reencontrar esssa alegria despreocupada de um final de tarde com sorvete, de uma história contada em meio a risadas, de um cheirinho de bolo perfumando a casa.. Sorrisos que eram produzidos em larga escala na infância - por isso amo me lembrar das baguncinhas desta fase - e que agora já são raros.. quase se tornaram sinônimo de imaturidade.. O preço que pagamos por nos tornar adultos é caro demais. Abrimos mão das coisas que nos fazem sorrir.. deixamos pra trás a bobeira tresloucada e juvenil de madrugadas passadas em claro apenas para compartilhar histórias e mais histórias, viagens feitas sem planejamento, passeios inesperados, entardecer sentados na grama assistindo ao pôr-do-sol.. desenho animado na televisão, pote de sorvete, colherada de brigadeiro, beijo na boca, andar de mãos dadas..
O que te faz sorrir? Ainda consegue se lembrar?
A partir de hoje quero resgatar meus sorrisos.. eles devem estar escondidos por aí, atrás das cortinas do quarto, debochando singelamente de mim..
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
As novelinhas da tarde
Quando era criança, achava bom passar mal na escola uma vez ou outra, ainda que de mentirinha, pois chegava em casa bem na hora do "Vale a pena ver de novo".. Conseguia assistir um pouquinho da reprise das novelas.. Era a hora em que o avô coava o café da tarde. Tentava ver a Sônia Braga de Gabriela, mas a mãe não gostava que eu visse - e hoje entendo porque.. : "Vai deitar, menina, que você está passando mal"! - e eu só ficava ouvindo de longe: "Ô Gabrieeeeeeela"! enquanto tomava meu café quentinho na cozinha..
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