sábado, 30 de julho de 2011

Fragilidade

Diz o ditado que leva-se uma vida inteira para se conhecer alguém.. Na verdade eu acho que nunca conhecemos alguém. Ainda fico perplexa com a capacidade que algumas pessoas têm para me ferir. São nos pequenos esquecimentos ou nas pequenas demonstrações de desprezo é que as pessoas mais próximas (e portanto as mais queridas) mais me machucam. Pois nas ocasiões em que isso se faz grande eu ainda busco encontrar um motivo, uma razão.. nas pequenas, porém, eu me surpreendo. Como é que em um dado momento em que seria tão simples (quase natural) ter atitudes de consideração e carinho pode-se passar por cima do outro como um trator? Muito fácil justificar os deslizes, mas tão difícil fazer com que essas desculpas calem a dor sentida, as feridas abertas e quase nem percebidas... No final das contas eu sempre soube: relacionamentos são muito frágeis. Andamos numa corda bamba, o tempo todo..



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Futuro

Hoje acordei pensando (mais uma vez) no futuro.
Sou daquelas pessoas que não sossegam com o hoje, mas ficam com os olhos colados lá na esquina, esperando que alguma coisa de repente apareça.
Quero ser a primeira ver, a entender, a se preparar.
Quero sempre me ANTECIPAR.
Acontece que isso nem sempre é possível. O futuro (brejeiro) faz com que o inesperado surja na curva da rua justamente no momento em que você se abaixou para amarrar os sapatos ou tirar um cisco dos olhos (existem tantos ciscos por ai)...
Você não sabe dizer como foi que aquilo apareceu, por mais que tenha sido esperado.
Resulta disso tudo que não adianta nada ficar ansiosa com o que está por vir, mas nunca aprendo a lição e perco o sono (antes fosse a fome) e a esportiva, dando vazão a uma série de comportamentos orientados pura e simplesmente pelos hormônios descontrolados. Consubstancio-me numa propaganda de garota TPM e torno-me insuportável, intragável, inimaginável em minha secura por descobrir o que está "preparado" para minha vida.
Confesso que esses dias não tem sido fáceis e que assim que as interrogações tiverem sido respondidas vou lutar para que outras tantas não se enfiem debaixo dos meus lençóis...


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tecla F5 na vida real?

De repente, crack... com um estalo quase imperceptível uma parte de mim trincou... o mais difícil é tentar camuflar aquela rachadura para que os outros não a vejam, não sintam pena do que era perfeitinho e de uma hora pra outra ficou marcado pra todo o sempre. Pra te contar uma verdade “bem verdadeira” como minha mãe gosta de dizer, eu já esperava que isso fosse acontecer. É que o material de que sou feita é frágil demais, apenas aparenta boa qualidade, mas na realidade, é muito, muito frágil.  O  que acontece quando mãos pouco (ou ainda não) preparadas pegam um objeto frágil de  qualquer jeito? Ele se quebra, racha ou estilhaça. Comigo não foi tão grave, ainda tenho meus pedacinhos por aqui, mas por certo que trinquei... não adianta querer passar cola,  talvez fosse melhor que tivesse quebrado logo de uma vez. Seria bom que o comando F5 também funcionasse na vida real...